Disse-me com humor: Será que se vai sair melhor do que eu? Lembrando-me da vez
em que demos com o carro estacionado lado a lado ambos a ler o evangelho em
contratempo. Foi quando o ouvi dizer: “Então Jesus perguntou-lhe: ‘O que queres
que eu te faça?’O cego respondeu: ‘Mestre, que eu Te veja!’” Que eu Te veja, ou
que eu veja?_ pergunto-me. O cego bem poderia dizer que eu Te veja... Confiro. Não! Mas...sim, parece-me até mais real, mais excepcional e mais lógico… “Que eu Te
veja…!”
E de tempos a tempos em qualquer lugar e a fazer qualquer coisa voltavam-me à mente as palavras: “Que eu Te veja!”; “ Que eu Te veja!”… Lembrei-me de quando fui à igreja e não estando lá o padre que eu julgava disse-me minutos depois entediada: Agora estava era na hora de me ir embora… então nesse momento o padre começou a dizer o fim da missa. O homem sentado quase ao lado olha para mim faz-me um sinal com os olhos, como dizendo está a enganar-se, é preciso ter condescendência… e eu desato a rir … a breve custo o sacerdote retomou o inicio da missa, que se nesse dia o fim seria alegre, o principio não deixava de ser muito divertido. _Ah Senhor, que eu Te veja!!! O padre X disse há poucas semanas: “Digamos muitas vezes durante o dia, Senhor que eu veja!” na altura não entendi a necessidade... mas hoje poderia aproveitar e perguntar-Vos: Jesus, que quereis dizer com: “Senhor que eu Te veja”? (Que podereis querer dizer-me?) _Podereis querer dizer: “Que eu Te veja!” Não se trata de Te ver certamente com os olhos, trata-se de Te ver com o coração. Eu pensava que Te prestava atenção… “Senhor que eu Te veja…”. De que forma Te posso ver que ainda Te não vejo? Ou saber que não saiba? E se nada sei de Ti, e se encontrando-Te ainda Te não encontrei, de que forma desejas que Te encontre? Oh Jesus, porque é que o meu coração está preso em outras coisas e não é livre para Ti? O que têm essas coisas que Tu não terias, e o que fazem que Tu não farias? Porque é que prevaleço n’elas? Não são elas parte de Ti? Não são elas função de Ti? De que genuína forma me falas de Te ver, que Te não veja. Que Te veja, Senhor, …! Que Te veja hoje no irmão a cada passo do meu dia, porque todos os dias passo ignorando-os, e ignorando-Te neles, porque o que eu amo e o que vejo ama-me mais a mim do que eu, e eu desconheço como isso possa ser verdade, mas deve haver uma Verdade que me é inacessível e que eu desconheça… Que eu Te veja Senhor, nessa Verdade que desconheço, mas que Tu dizes existir, por mais que eu não a possa compreender… Que eu Te veja quando envolvida nos afazeres do meu dia penso mais nas coisas do que em Ti… Senhor que as minhas tarefas sejam mais para Ti do que para mim, porque serão mais justas e mais perfeitas, e darão mais fruto… Senhor que eu Te veja na adversidade, para que se faça a Tua vontade ou para que testemunhe de Ti. Que Te veja nos cristãos, que Te veja em todos os pecadores… Como ver-Te nos que causam a morte? Que eu Te veja nesse rasto que passa no mundo sem tempo e sem século onde perpetuas o Teu Nome para sempre, Jesus… que eu Te veja, Jesus, nesses gritos de vida, nessa dor ferida, sem espaço sem hora…. Que eu Te veja Senhor, que eu Te acompanhe, para onde? Que quando a mente está presa não é livre, e quando o coração está preso não voa… que eu Te acompanhe nessa viagem sem tempo e sem espaço, pelo mundo fora porque todas as Tuas partidas e chegadas são apenas uma partida e uma só chegada… Que eu Te veja Senhor… que eu abra definitivamente as grades do meu cativeiro e de livre vontade vá conTigo, e faça caminho, não sei para onde… Que eu Te veja Senhor, no detalhe do acontecimento e Te não troque pela oportunidade no pequeno momento a que Tu atento me chamas a olhar para Ti. Que eu Te veja senhor em quem amo, mas que não me fique por aí, porque Amar não é assim… e como é Amar? Como é olhar? Dizes-me que olhar é Ver… Que eu Te Veja Senhor em quem me ama, porque eu não posso saber, sem Te amar… e não posso amar-Te sem Te olhar, e sem Te Ver… “Mestre, que eu Te veja!”, porque conTigo eu posso saber as dores do mundo, desvendar todos os mistérios do Amor e todos os enigmas… Porque conTigo eu posso encontrar o que deixei e ganhar o que perdi. Porque conTigo eu posso abandonar o que desejei, para reencontrar a felicidade no que desejaste para mim… porque eu posso talvez descobrir que o que queria era já o que querias para mim, e que o meu desejo era já o Teu desejo… Mestre, que eu Te veja!... motivo dos meus desnorteios, das minhas fadigas, das alegrias e desapontamentos, que eu Te veja, quando tento caminho e ando perdida, pois Jesus, Tu estás em cada saída…
E de tempos a tempos em qualquer lugar e a fazer qualquer coisa voltavam-me à mente as palavras: “Que eu Te veja!”; “ Que eu Te veja!”… Lembrei-me de quando fui à igreja e não estando lá o padre que eu julgava disse-me minutos depois entediada: Agora estava era na hora de me ir embora… então nesse momento o padre começou a dizer o fim da missa. O homem sentado quase ao lado olha para mim faz-me um sinal com os olhos, como dizendo está a enganar-se, é preciso ter condescendência… e eu desato a rir … a breve custo o sacerdote retomou o inicio da missa, que se nesse dia o fim seria alegre, o principio não deixava de ser muito divertido. _Ah Senhor, que eu Te veja!!! O padre X disse há poucas semanas: “Digamos muitas vezes durante o dia, Senhor que eu veja!” na altura não entendi a necessidade... mas hoje poderia aproveitar e perguntar-Vos: Jesus, que quereis dizer com: “Senhor que eu Te veja”? (Que podereis querer dizer-me?) _Podereis querer dizer: “Que eu Te veja!” Não se trata de Te ver certamente com os olhos, trata-se de Te ver com o coração. Eu pensava que Te prestava atenção… “Senhor que eu Te veja…”. De que forma Te posso ver que ainda Te não vejo? Ou saber que não saiba? E se nada sei de Ti, e se encontrando-Te ainda Te não encontrei, de que forma desejas que Te encontre? Oh Jesus, porque é que o meu coração está preso em outras coisas e não é livre para Ti? O que têm essas coisas que Tu não terias, e o que fazem que Tu não farias? Porque é que prevaleço n’elas? Não são elas parte de Ti? Não são elas função de Ti? De que genuína forma me falas de Te ver, que Te não veja. Que Te veja, Senhor, …! Que Te veja hoje no irmão a cada passo do meu dia, porque todos os dias passo ignorando-os, e ignorando-Te neles, porque o que eu amo e o que vejo ama-me mais a mim do que eu, e eu desconheço como isso possa ser verdade, mas deve haver uma Verdade que me é inacessível e que eu desconheça… Que eu Te veja Senhor, nessa Verdade que desconheço, mas que Tu dizes existir, por mais que eu não a possa compreender… Que eu Te veja quando envolvida nos afazeres do meu dia penso mais nas coisas do que em Ti… Senhor que as minhas tarefas sejam mais para Ti do que para mim, porque serão mais justas e mais perfeitas, e darão mais fruto… Senhor que eu Te veja na adversidade, para que se faça a Tua vontade ou para que testemunhe de Ti. Que Te veja nos cristãos, que Te veja em todos os pecadores… Como ver-Te nos que causam a morte? Que eu Te veja nesse rasto que passa no mundo sem tempo e sem século onde perpetuas o Teu Nome para sempre, Jesus… que eu Te veja, Jesus, nesses gritos de vida, nessa dor ferida, sem espaço sem hora…. Que eu Te veja Senhor, que eu Te acompanhe, para onde? Que quando a mente está presa não é livre, e quando o coração está preso não voa… que eu Te acompanhe nessa viagem sem tempo e sem espaço, pelo mundo fora porque todas as Tuas partidas e chegadas são apenas uma partida e uma só chegada… Que eu Te veja Senhor… que eu abra definitivamente as grades do meu cativeiro e de livre vontade vá conTigo, e faça caminho, não sei para onde… Que eu Te veja Senhor, no detalhe do acontecimento e Te não troque pela oportunidade no pequeno momento a que Tu atento me chamas a olhar para Ti. Que eu Te veja senhor em quem amo, mas que não me fique por aí, porque Amar não é assim… e como é Amar? Como é olhar? Dizes-me que olhar é Ver… Que eu Te Veja Senhor em quem me ama, porque eu não posso saber, sem Te amar… e não posso amar-Te sem Te olhar, e sem Te Ver… “Mestre, que eu Te veja!”, porque conTigo eu posso saber as dores do mundo, desvendar todos os mistérios do Amor e todos os enigmas… Porque conTigo eu posso encontrar o que deixei e ganhar o que perdi. Porque conTigo eu posso abandonar o que desejei, para reencontrar a felicidade no que desejaste para mim… porque eu posso talvez descobrir que o que queria era já o que querias para mim, e que o meu desejo era já o Teu desejo… Mestre, que eu Te veja!... motivo dos meus desnorteios, das minhas fadigas, das alegrias e desapontamentos, que eu Te veja, quando tento caminho e ando perdida, pois Jesus, Tu estás em cada saída…
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