quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Meus amigos, como o tempo passa… nem me dei conta que não escrevi em 2016!

Meus amigos, como o tempo passa…  nem me dei conta que não escrevi em 2016! Nesta ausência mais de metade dos seguidores se foram e justamente, até porque o blog esteve temporariamente inactivo, aos persistentes muito obrigada! Foram dez meses de ausência. Há sempre histórias de vida para contar. Há coisas boas, coisas más… ou melhor, nada devia ser rotulado de bom, nem de mau, tudo é passível de ser muitas coisas ao mesmo tempo, porque a natureza não está no que é escrito, mas em quem lê… Gostaria hoje de dizer-vos que a Margarida do Post que escrevi “As Suas mãos nos nossos assuntos...” faleceu. E qual foi realmente o fim? Estou triste com o fim. Aquele fim que não era o fim chegou um dia sem ninguém saber... porque quando soubemos já tinha sido… A empregada acabara por a convencer, e a título de a cuidar acabou por estragar o telefone para ninguém a contactar. Acabou por a isolar dos amigos e do mundo, sem visitas, sem conversas e nada foi possível fazer depois de convencida. A luta pertencia aos familiares que não contavam com o que estava para vir e achavam tudo assegurado. Era só esperar… Ah como me lembro da mulher que deixou a fortuna ao gato se estão recordados! Tem a sua razão de ser… porque os ratos só aparecem no fim… ! Os familiares negligentes e ausentes, residentes na zona norte do pais nunca foram vistos por aqui, não por mim. Na penúltima vez que ela deu entrada no hospital a empregada manipuladora, astuta e mal formada diligenciara para uma televisão local fazer da história um aparato. Bombeiros câmaras de filmar apenas para dizer e comprovar que não havia familiares, e porquê? Ela bem nos dissera um dia de raspão, mas não queríamos crer… que a família ainda ia ter uma grande surpresa… e foi que a teve, que da última vez que entrara no hospital, foi para ficar… e a empregada que a convencera a fazer um testamento que lhe deixava tudo, ou quase tudo. Mora agora na sua casa, sem nunca de lá sair… E pergunto a Deus como é que este fim, ficou assim… Pergunto-me o que poderá a família fazer ou contestar se nunca esteve presente? Se nunca a ajudou? E se mesmo assim sabendo eu que ela desejava deixar tudo aos sobrinhos, fora enganada e eles a deixaram enganar… É triste, chegar assim ao fim, sem ser dona de si mesma, nem mesmo da sua vontade, mas o certo é que ela se foi e ficaram os bens não para quem os deixou, mas para quem os roubou… 

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