É no nosso coração que reside a capacidade de suportar as
contrariedades? E se todos nós possuímos maiores ou menores limites, temos
consciência que só Deus é ilimitado. Suportar contrariedades de forma
continuada e usar de caridade só com Deus. Só Jesus que morava no coração de
Teresinha poderia ser esse Amor que ela encontrava nessa irmã. Para nós é quase
impossível suportar contrariedades continuadas de esta ou de outras pessoas,
para reverter o mal em bem e em amor é preciso a máquina que é Cristo funcionar
em nós. Mesmo quando não temos contrariedades sempre voltamos a cair pela nossa
imperfeição. Numa conversa:
_Quando
volto a cair, fico cada vez mais perturbada, antes não era assim!
_Mas não
devia, devia ficar cada vez mais humilde…
_E é que
agora também culpabilizo Deus. Digo-Lhe que antes Ele me ajudava e agora já não
me quer ajudar
_ Pense que
é porque não é senhora de si… Não somos senhores de nós (Nunca nos devemos
envergonhar por cair muitas vezes e na mesma situação, somos de condição
frágil).
_Não, eu
sempre fui assim. Antes é que Deus me favorecia, agora não me favorece, agora
estou como sou!
_Isso acha
você filha… (pense como lhe disse no “Pai Nosso”. Pai, seu e dos outros…
Nosso!)
Embora ainda não tenha alcançado a totalidade do que
me quis dizer, creio que… que com a ajuda de Deus é mais fácil. Vem-me à ideia
que sou também bastante arrogante é um facto. Também sou capaz de ser muito
doce, é um facto. Mas como ser humilde se nem isso por vezes parece estar ao
nosso alcance? Se a própria humildade parece um dom? E se as situações que
deveriam ser um exercício de humildade, acabam sendo o inverso? De facto,
tragar tudo o que não gostamos, tudo o que nos fazem é a única coisa que o
servo inútil (evangelho de hoje) tem para ofertar…
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