Vinha no carro a
pensar, em como há uma certa paz em entregar-Te as nossas preocupações e os
nossos problemas. Vinha a pensar que quando Te ofendemos, quando tinhas todas
as razões para proceder de forma mais recta, procedes com a maior das Misericórdias
e isso comove-me. Compreendo perfeitamente quando nos pedes que abdiquemos dos
nossos direitos, uma vez que Tu, abdicas das Tuas justiças, e nos contemplas
ainda e sempre com o Teu Amor. Detenho-me por vezes nos Teus caminhos que muitas
vezes só posso desvendar posteriormente nos quais Tu começaste a trabalhar
muito antes de eu os poder ver ou compreender. A Tua Misericórdia antecipa-se
quando nós deixamos tudo ao Teu cuidado. Quanta fraqueza, para tanto Amor!
Vinha a pensar na homilia do padre quando após a cirurgia, creio que no recobro alguém lhe perguntara se ele não era o Pe X. Ele não o disse, mas eu senti que por detrás das suas palavras e da enfermeira, pessoa que ele encontrava no mesmo lugar nas missas de domingo, havia a Tua dedicação imensa. Essa dedicação senti-a hoje: É a Tua mão Jesus! Eu senti que era O Mesmo aquele que hoje havia suavizado o meu coração e o do meu amigo médico que por motivos seus, poderia não ter estado disponível para me atender. Eu senti que O Teu Amor ultrapassa todas as nossas faltas, senti que O Amor suplanta em muito a justiça. Que eu não tenha nunca medo de tornar as minhas causas as Tuas causas, que eu não tenha mais a tentação do receio, pois é uma bênção enorme tomares como Teus os meus problemas, e até mesmo as minhas alegrias. No carro enquanto pensava diziam-me algumas coisas duras e depreciativas. Coisas que me pareciam injustas e que não comentei. Disse para mim, não rezaste ontem na oração: “Do desejo de ser estimada, livra-me ó Jesus (…) Do desejo de ser consolada, livra-me ó Jesus (…) Do temor de ser tratada injustamente, livra-me ó Jesus (…) que os outros cresçam na estima do mundo, e eu diminua…” Era bem patente que depois de uma delicadeza Vossa, eu teria de ouvir algumas palavras desagradáveis, mas foi com imensa paz que as ouvi, em silêncio, e por vezes da boca dos que mais amamos. Jesus, meu único abrigo seguro, meu Fiel Amigo: A Tua Misericórdia persegue-nos, e nas delicadas situações da vida, muita vezes sinto que é a Tua mão Jesus!
Vinha a pensar na homilia do padre quando após a cirurgia, creio que no recobro alguém lhe perguntara se ele não era o Pe X. Ele não o disse, mas eu senti que por detrás das suas palavras e da enfermeira, pessoa que ele encontrava no mesmo lugar nas missas de domingo, havia a Tua dedicação imensa. Essa dedicação senti-a hoje: É a Tua mão Jesus! Eu senti que era O Mesmo aquele que hoje havia suavizado o meu coração e o do meu amigo médico que por motivos seus, poderia não ter estado disponível para me atender. Eu senti que O Teu Amor ultrapassa todas as nossas faltas, senti que O Amor suplanta em muito a justiça. Que eu não tenha nunca medo de tornar as minhas causas as Tuas causas, que eu não tenha mais a tentação do receio, pois é uma bênção enorme tomares como Teus os meus problemas, e até mesmo as minhas alegrias. No carro enquanto pensava diziam-me algumas coisas duras e depreciativas. Coisas que me pareciam injustas e que não comentei. Disse para mim, não rezaste ontem na oração: “Do desejo de ser estimada, livra-me ó Jesus (…) Do desejo de ser consolada, livra-me ó Jesus (…) Do temor de ser tratada injustamente, livra-me ó Jesus (…) que os outros cresçam na estima do mundo, e eu diminua…” Era bem patente que depois de uma delicadeza Vossa, eu teria de ouvir algumas palavras desagradáveis, mas foi com imensa paz que as ouvi, em silêncio, e por vezes da boca dos que mais amamos. Jesus, meu único abrigo seguro, meu Fiel Amigo: A Tua Misericórdia persegue-nos, e nas delicadas situações da vida, muita vezes sinto que é a Tua mão Jesus!
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