(…) Lembrei-me ainda que o homem que mendigava à porta da
igreja a partir de certa altura passou a pedir-me que lhe oferecesse uma Cruz. Admira-me
ter negligenciado o seu pedido vários dias, no entanto fi-lo pois lembro-me
hoje claramente que ma pediu por diversas vezes. Creio que lhe dei um terço, mas sem
certezas. Não foi de encontro às suas expectativas pois um dia mostrou-me uma
cruz que, finalmente, trazia ao pescoço. Hoje não encontro justificação para
tanta demora à sua solicitação. Intenções que ficam pelo meio… Mas lembro a Cruz.
Lembro-a como David um amigo meu, diz lembrar-se sistematicamente de certas palavras que lhe
disse há anos. Há nisso um segredo. Eu sei que há palavras que não são nossas, como há imagens que nos ficam na mente e não são por acaso. Juntando as breves
histórias deste homem, eu não tenho dúvida, Deus estava com ele.
Gostei muito,deste texto, acho que o que conta é aqualidade e não a quantidade.
ResponderEliminarDepois de ter lido a história do pedinte,exatraí como tema: Deus estava com ele.
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