Creio que Te amo.
Mesmo não fazendo nada de grandioso, mesmo assim, creio que Te amo, nas
pequenas, grandes opções da vida, quando Tu me chamas a optar pela Tua vontade
ou pela minha. Creio que é preciso amar-Te para colocar de lado a minha
vontade. Creio que seguir-Te é muito exigente.
Creio que seguir-te é difícil quando o caminho poderia ser mais fácil, quando a forma enviesada e humana de fazer as coisas muitas vezes facilita o caminho do conforto, da alegria momentânea… Então lembro-me que a porta parece ser demasiado estreita e penosa, mas que Tu nos deste a promessa de que ela conduzia à vida eterna. Creio que amar-Te é uma renuncia contínua, a cada instante, a cada opção, a cada passo em que eu poderia dizer sim, mas tenho de dizer não, porque embora podendo dizer sim, eu sei quando Tu desejas o meu sim e o meu não. Por vezes tenho de deixar para trás o que julgara ser um dos meus sonhos, que aparece do acaso, e logo se esvai, porque devo deixa-lo partir, Tu assim o queres. Essa luz, no entanto que brilha depressa se desvanece, é feita de ilusões, ocas e vazias, e dá logo lugar a uma luz maior que é a luz do sacrifício e do sucesso do combate connosco próprios, entre nós e o caminho de Deus. Por vezes, não entendo as Tuas opções, e creio que eu vejo melhor, e que as minhas opções parecem mais perfeitas e mais eficazes, e argumento conTigo. Tu raramente falas, mas eu entendo-Te sem que Tu fales, deves olhar de uma forma entendível, sem que veja os Teus olhos e nem os possa imaginar. Eu bem sei no fundo de mim, mesmo que pareça ininteligível que as Tuas opções são sempre as melhores e me farão mais feliz. São essas que Tu reservaste para mim, ainda que eu pareça ver afastar-se de mim o que agarraria logo com as mãos. Mas não, não posso, e no entanto Tu não limitas a minha liberdade. Eu não me atrevo a estender a mão para agarrar, porque sinto que é no primeiro instante que imediatamente devo ser radical. Porque sinto que se estendo a mão posso agarrar sem querer, e que se a estendo pode não haver mais reparação, e eu conheço bem, a consequência de me negar às propostas que me apresentas. Não que Tu nos dês penalizações, mas não travas as consequências das minhas próprias opções. Sim, creio que Te amo, que em parte renego a mim mesma por amor a Ti. Mas será por amor a Ti, ou por amor a mim? Por isso não me quero importar se eu não sinto absolutamente nada, pois quero ter a certeza de que o meu amor é verdadeiro e caminha não pelo benefício, mas pela Verdade. Nada. Que não corro atrás senão da pura Essência Divina. Mas não é essa Essência Divina, a maior de todas as recompensas? E se Vós Sois a recompensa maior que possamos ter, nada que se manifeste de Vós pode ser maior do que Vós Mesmo, e assim eu entendo que se Vos não manifestais é difícil amar-Vos, mas se Vos manifestais é difícil não Vos amarmos pelo que Sois. Mas como o que Sois é em si, a nossa recompensa, sempre que Vos amo, amo-Vos pela recompensa ou pela Verdade do que Sois? E se me sacrifico, é porque Vos amo ou porque me amais? Talvez não possa afirmar então com tanta certeza que Vos amo. Posso talvez afirmar com toda a certeza que me amais. Talvez o meu sacrifício não seja mais do que uma ténue resposta ao Vosso amor, uma vez que ele responde ao que é chamado, e eu tendo a corresponder ao Vosso Amor, nas pequenas coisas do dia-a-dia, nas pequenas opções em que Te escolho a Ti e não a mim, sim, porque Tu, também de uma forma incompreensível me dás a primazia a mim, sobre Ti.
Creio que seguir-te é difícil quando o caminho poderia ser mais fácil, quando a forma enviesada e humana de fazer as coisas muitas vezes facilita o caminho do conforto, da alegria momentânea… Então lembro-me que a porta parece ser demasiado estreita e penosa, mas que Tu nos deste a promessa de que ela conduzia à vida eterna. Creio que amar-Te é uma renuncia contínua, a cada instante, a cada opção, a cada passo em que eu poderia dizer sim, mas tenho de dizer não, porque embora podendo dizer sim, eu sei quando Tu desejas o meu sim e o meu não. Por vezes tenho de deixar para trás o que julgara ser um dos meus sonhos, que aparece do acaso, e logo se esvai, porque devo deixa-lo partir, Tu assim o queres. Essa luz, no entanto que brilha depressa se desvanece, é feita de ilusões, ocas e vazias, e dá logo lugar a uma luz maior que é a luz do sacrifício e do sucesso do combate connosco próprios, entre nós e o caminho de Deus. Por vezes, não entendo as Tuas opções, e creio que eu vejo melhor, e que as minhas opções parecem mais perfeitas e mais eficazes, e argumento conTigo. Tu raramente falas, mas eu entendo-Te sem que Tu fales, deves olhar de uma forma entendível, sem que veja os Teus olhos e nem os possa imaginar. Eu bem sei no fundo de mim, mesmo que pareça ininteligível que as Tuas opções são sempre as melhores e me farão mais feliz. São essas que Tu reservaste para mim, ainda que eu pareça ver afastar-se de mim o que agarraria logo com as mãos. Mas não, não posso, e no entanto Tu não limitas a minha liberdade. Eu não me atrevo a estender a mão para agarrar, porque sinto que é no primeiro instante que imediatamente devo ser radical. Porque sinto que se estendo a mão posso agarrar sem querer, e que se a estendo pode não haver mais reparação, e eu conheço bem, a consequência de me negar às propostas que me apresentas. Não que Tu nos dês penalizações, mas não travas as consequências das minhas próprias opções. Sim, creio que Te amo, que em parte renego a mim mesma por amor a Ti. Mas será por amor a Ti, ou por amor a mim? Por isso não me quero importar se eu não sinto absolutamente nada, pois quero ter a certeza de que o meu amor é verdadeiro e caminha não pelo benefício, mas pela Verdade. Nada. Que não corro atrás senão da pura Essência Divina. Mas não é essa Essência Divina, a maior de todas as recompensas? E se Vós Sois a recompensa maior que possamos ter, nada que se manifeste de Vós pode ser maior do que Vós Mesmo, e assim eu entendo que se Vos não manifestais é difícil amar-Vos, mas se Vos manifestais é difícil não Vos amarmos pelo que Sois. Mas como o que Sois é em si, a nossa recompensa, sempre que Vos amo, amo-Vos pela recompensa ou pela Verdade do que Sois? E se me sacrifico, é porque Vos amo ou porque me amais? Talvez não possa afirmar então com tanta certeza que Vos amo. Posso talvez afirmar com toda a certeza que me amais. Talvez o meu sacrifício não seja mais do que uma ténue resposta ao Vosso amor, uma vez que ele responde ao que é chamado, e eu tendo a corresponder ao Vosso Amor, nas pequenas coisas do dia-a-dia, nas pequenas opções em que Te escolho a Ti e não a mim, sim, porque Tu, também de uma forma incompreensível me dás a primazia a mim, sobre Ti.
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