Sem ti
Sou fragmento
errante,
Baloiçando na vida
Ou trapezista
oscilante
O horizonte
é morte
De quem não
possui a vida
Perdem-se
segundos sem norte
Como o
sangue da ferida
Os dedos instáveis escorregam
Das Tuas
pernas em ida
Dos campos
já não se colhem
Frutos na época tida
Os dias já
não amealham
Tesouros p’ra
outra vida
Mãos já não
trabalham
Na vinha da Tua
ermida
O Espírito não encaminha
Dos erros que
aqui se fazem
E os
pássaros já não Te trazem
À minha barquinha perdida…
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