segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sem Ti

Sem ti
Sou fragmento errante,
Baloiçando na vida
Ou trapezista oscilante
Neste equilibro, perdida…

O horizonte é morte
De quem não possui a vida
Perdem-se segundos sem norte
Como o sangue da ferida

Os dedos instáveis escorregam
Das Tuas pernas em ida
Dos campos já não se colhem
Frutos na época tida

Os dias já não amealham
Tesouros p’ra outra vida
Mãos já não trabalham
Na vinha da Tua ermida

O Espírito não encaminha
Dos erros que aqui se fazem
E os pássaros já não Te trazem
À minha barquinha perdida…  

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