A Berta quando faz um serviço fica em casa. O serviço é
muito cansativo e deixa-a muito exausta, por isso tem de comer bem e repousar. No outro dia dizia-me que ficara
em casa porque tivera um serviço. Embora saiba que não a levo muito a sério por
não conter as gargalhadas, não se importa, está convencida que um dia chegarei à
realidade do reiki. Quanto a isso não sei, uma vez que nunca me dediquei ao
assunto embora já me tenha dado um livro e algumas folhas com o nome dos chakras que acabei por perder. Estou contudo convencida, sem qualquer investigação, que
muitos enviesam por completo a essência das coisas. No mês de Maio Berta quis
ir ao terço, mas acabamos por chegar por duas ou três vezes no fim. Há
tempos até achava que poderia ter sido religiosa, teve um tio padre.
Ao domingo só vai à missa quando lhe apetece, porque faz o que lhe apetece, refere. Pois está muito certo, Deus também a assistirá quando Lhe apetecer_ digo-lhe procurando provocar-lhe o espírito. Justifica: “É que apanha-se muita contaminação na Igreja e antes destes serviços não posso ter más vibrações”. Essas más vibrações provêm dos que estão lá dentro serem piores dos que os que estão fora dela. “Então não vê? É o que se vê por aí, os que vão à Igreja são piores…”. Apesar de consciencializar a péssima referência que pareço ser, não deixei de rir à gargalhada. Maria também diz que quando venho da Igreja, venho pior. “Já o nosso vizinho dizia o mesmo da mulher”_ afirma, “que quando ela vinha da igreja parecia endiabrada… “ Será que Berta tem razão quanto às vibrações? Reparo que só passei a vir pior da Igreja quando Maria deixou de ir à Igreja. Não sei se deva achar que o que vibra é o que incomoda, e porque incomoda martirizam-nos até perdermos a cabeça e depois finalmente dizem: “Vês como vens pior da Igreja? ” (o que significa por outras palavras, para que é que vais à Igreja?) ou se quanto melhores queremos ser, pior somos, e isso é que é preocupante. É que, assim sendo, vale mais fazer intenção de não ser muito bom e ficarmos pelo meio, do que a querer ser santos sermos diabos. O engraçado é que uma e outra evocam o Santo António para todas as conveniências, a pontos de no outro dia Maria ir retirar as flores da Nossa Senhora para levar para o Santo António! Ora a meio termo tivemos de as dividir. Há qualquer coisa aqui que não joga e que eu ainda não apanhei, mas não são as vibrações...
Ao domingo só vai à missa quando lhe apetece, porque faz o que lhe apetece, refere. Pois está muito certo, Deus também a assistirá quando Lhe apetecer_ digo-lhe procurando provocar-lhe o espírito. Justifica: “É que apanha-se muita contaminação na Igreja e antes destes serviços não posso ter más vibrações”. Essas más vibrações provêm dos que estão lá dentro serem piores dos que os que estão fora dela. “Então não vê? É o que se vê por aí, os que vão à Igreja são piores…”. Apesar de consciencializar a péssima referência que pareço ser, não deixei de rir à gargalhada. Maria também diz que quando venho da Igreja, venho pior. “Já o nosso vizinho dizia o mesmo da mulher”_ afirma, “que quando ela vinha da igreja parecia endiabrada… “ Será que Berta tem razão quanto às vibrações? Reparo que só passei a vir pior da Igreja quando Maria deixou de ir à Igreja. Não sei se deva achar que o que vibra é o que incomoda, e porque incomoda martirizam-nos até perdermos a cabeça e depois finalmente dizem: “Vês como vens pior da Igreja? ” (o que significa por outras palavras, para que é que vais à Igreja?) ou se quanto melhores queremos ser, pior somos, e isso é que é preocupante. É que, assim sendo, vale mais fazer intenção de não ser muito bom e ficarmos pelo meio, do que a querer ser santos sermos diabos. O engraçado é que uma e outra evocam o Santo António para todas as conveniências, a pontos de no outro dia Maria ir retirar as flores da Nossa Senhora para levar para o Santo António! Ora a meio termo tivemos de as dividir. Há qualquer coisa aqui que não joga e que eu ainda não apanhei, mas não são as vibrações...
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