Sim,
quando nos vens buscar não é para que fiquemos sós. É natural que ao tomarmos
consciência de Ti, receemos ficar só, tanto que temos mais consciência do nosso
estado e da nossa incapacidade, mas é por isso que também vieste, pelo nosso
estado e pela nossa incapacidade de prosseguir. Os motivos porque vens, Tu os
conheces, mas por vezes é tão somente para nos levantares do chão…
e isso admira-me, admira-me a Tua simplicidade e a Tua forma real de existires no nosso mundo, de caminhares entre nós como Um de nós, de perceber que a Palavra, És Tu o primeiro a pô-la em prática, que Tu realmente ages, que Tu não estás nos Céus sem que Te alcancemos, mas que Tu desces efectivamente e que mais do que Te alcançar, nos alcanças… Admira-me que eu seja o viajante ferido que subitamente necessitou de ajuda urgente e foste Tu que vieste prestar-me essa assistência, e levares-me nos Teus braços. Mas o que é isso de nos levares nos Teus braços? Não És Tu que desarrumas o arrumado? Não És Tu que ao último segundo nos mostras que o que parecia perdido ainda pode ser recomposto? Não és Tu que esperas uma suplica uma palavra, um olhar para intervires? Não és Tu que nos Amas profundamente apesar do sofrimento que continuamente Te causamos? Agora já não pergunto para onde me levas sei apenas que És Tu que me dás assistência e me salvas a vida. Sei apenas que me Amas e basta-me que me ames. Eu também gostaria de ser como Tu, gostaria de viver as palavras da homilia do nosso pároco “Sim, Deus Ama-te, mas e daí? Eu amo-te através de Deus”; porque saber que Tu me Amas é agora ainda mais evidente, mas ser igual a Ti, agir como Tu ages, amar como Tu amas, ah isso é ser Tua verdadeira discípula, é aprender conTigo, com O próprio. É pôr em prática a palavra ouvida. Não sabia que Tu exercias Hoje as Tuas próprias palavras, pensei que eram apenas para nós. Mas não, Tu És O que as realiza continuamente e em primeiro, e eu sou a Tua vizinha mais próxima. Todos são Teus vizinhos e todos são nossos por Ti. Os meus problemas são os Teus, e Tu tens sempre a haver connosco… Depois de nos resgatares, não nos depositas num lugar, És Tu mesmo que nos cuidas. Tens algo para nós, tratar-nos as feridas é o Teu diálogo de Amor… É tudo feito em silêncio, um silêncio semelhante a um abismo, que por instantes de aproxima e se inclina a nós. Não sei se é compaixão, se essa Tua infinita Misericórdia que estreita esse abismo, mas tremo e não ouso falar… Não desenhas na areia[1] mas é como se desenhasses… De repente ao me cuidares lembro-me da última Seia… [2] então tenho vontade de dizer envergonhada, Senhor, levanta-Te, não És Tu que me deves servir, mas eu a Ti, e no entanto, Tu não dizes nada. Tu não dizes nada… e eu vejo a minha face estampada na Tua face, e não dizemos nada… Então sinto: “Compreendeis o que vos tenho feito?” (…) Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros; porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também.» [3]
e isso admira-me, admira-me a Tua simplicidade e a Tua forma real de existires no nosso mundo, de caminhares entre nós como Um de nós, de perceber que a Palavra, És Tu o primeiro a pô-la em prática, que Tu realmente ages, que Tu não estás nos Céus sem que Te alcancemos, mas que Tu desces efectivamente e que mais do que Te alcançar, nos alcanças… Admira-me que eu seja o viajante ferido que subitamente necessitou de ajuda urgente e foste Tu que vieste prestar-me essa assistência, e levares-me nos Teus braços. Mas o que é isso de nos levares nos Teus braços? Não És Tu que desarrumas o arrumado? Não És Tu que ao último segundo nos mostras que o que parecia perdido ainda pode ser recomposto? Não és Tu que esperas uma suplica uma palavra, um olhar para intervires? Não és Tu que nos Amas profundamente apesar do sofrimento que continuamente Te causamos? Agora já não pergunto para onde me levas sei apenas que És Tu que me dás assistência e me salvas a vida. Sei apenas que me Amas e basta-me que me ames. Eu também gostaria de ser como Tu, gostaria de viver as palavras da homilia do nosso pároco “Sim, Deus Ama-te, mas e daí? Eu amo-te através de Deus”; porque saber que Tu me Amas é agora ainda mais evidente, mas ser igual a Ti, agir como Tu ages, amar como Tu amas, ah isso é ser Tua verdadeira discípula, é aprender conTigo, com O próprio. É pôr em prática a palavra ouvida. Não sabia que Tu exercias Hoje as Tuas próprias palavras, pensei que eram apenas para nós. Mas não, Tu És O que as realiza continuamente e em primeiro, e eu sou a Tua vizinha mais próxima. Todos são Teus vizinhos e todos são nossos por Ti. Os meus problemas são os Teus, e Tu tens sempre a haver connosco… Depois de nos resgatares, não nos depositas num lugar, És Tu mesmo que nos cuidas. Tens algo para nós, tratar-nos as feridas é o Teu diálogo de Amor… É tudo feito em silêncio, um silêncio semelhante a um abismo, que por instantes de aproxima e se inclina a nós. Não sei se é compaixão, se essa Tua infinita Misericórdia que estreita esse abismo, mas tremo e não ouso falar… Não desenhas na areia[1] mas é como se desenhasses… De repente ao me cuidares lembro-me da última Seia… [2] então tenho vontade de dizer envergonhada, Senhor, levanta-Te, não És Tu que me deves servir, mas eu a Ti, e no entanto, Tu não dizes nada. Tu não dizes nada… e eu vejo a minha face estampada na Tua face, e não dizemos nada… Então sinto: “Compreendeis o que vos tenho feito?” (…) Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros; porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também.» [3]
[1] Referência à passagem bíblica e a outro texto do
blogue
[2] Referência ao lava-pés
[3] Referência a João 13:1-15
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