“Quando se ama perdoa-se…” já ouvi isto antes, estou a ouvi-lo
novamente… mas quando nos dói verdadeiramente não podemos sorrir. Diz quando se
ama… penso que sabe do Amor? Que anúncio lhe faz sem que o conheça realmente? Sem
que O conheça? Não chego a tanto… O Amor ultrapassa frases aprendidas e
repetidas, quero dizer, frases que nos habituamos a dizer sem sabermos quase nada
delas. E o Amor é tão antigo quanto desconhecido de alguns corações. Tão evidente quando oculto. Quando
se ama é-se naturalmente verdadeiro. Quando se ama, é-se naturalmente sensível,
quando se ama, é-se naturalmente caridoso, quando se ama, é-se naturalmente
preocupado...
As leis são para os outros. Sim, esperamos sempre muito mais que os outros as apliquem a nós… Os outros devem perdoar-me porque amam, e eu continuo a errar porque os outros devem perdoar… aprendi isso de Cristo, que o perdão é a natureza boa dos bons, mas que tem isto com a minha natureza de ser continuamente perdoado, sem que para isso possua o Amor de o evitar? E estou convencido que a minha natureza é perdoar, tal como espero ser sempre perdoado, sem saber que ao Amor é natural mais até do que evitar, Amar, porque está na sua natureza simplesmente não magoar, não enganar… Que ironia, que destruição! Se o Amor não nos eleva não é Amor. Se o Amor não é todo em nós, não é amor. Se o Amor não tem compaixão, não é Amor. Se o Amor, sou mais eu do que o outro, não é Amor. Se o Amor não se preocupa, não é Amor. Se o Amor não dá a vida, não é Amor. Para dar a vida é preciso sair da sua vida a cada instante para doa-la ao outro. Doa-la, não é apenas seguir um caminho, é fazer caminho. Fazer caminho é ser. É usar do Amor a cada passo da caminhada. Ser, não é dize-lo, é dizerem-no-lo, é dizerem de nós… E se o Amor que eu digo é O Amor, mais do que dize-l’O é previso sê-l’O. Sê-‘l’O é Amar, Perdoar: tarefa para nós, não para o outro. Porque se não nos ocupamos da nossa tarefa, como podemos ocupar-nos da do outro? Primeiro fazemos a nossa tarefa, depois exigimos que o outro faça a dele. Quando soubermos Amar, teremos sempre a certeza de ser perdoados, porque a tarefa do outro é Amar e perdoar tal como a nossa. Assim, cada um ocupa-se da sua tarefa...
As leis são para os outros. Sim, esperamos sempre muito mais que os outros as apliquem a nós… Os outros devem perdoar-me porque amam, e eu continuo a errar porque os outros devem perdoar… aprendi isso de Cristo, que o perdão é a natureza boa dos bons, mas que tem isto com a minha natureza de ser continuamente perdoado, sem que para isso possua o Amor de o evitar? E estou convencido que a minha natureza é perdoar, tal como espero ser sempre perdoado, sem saber que ao Amor é natural mais até do que evitar, Amar, porque está na sua natureza simplesmente não magoar, não enganar… Que ironia, que destruição! Se o Amor não nos eleva não é Amor. Se o Amor não é todo em nós, não é amor. Se o Amor não tem compaixão, não é Amor. Se o Amor, sou mais eu do que o outro, não é Amor. Se o Amor não se preocupa, não é Amor. Se o Amor não dá a vida, não é Amor. Para dar a vida é preciso sair da sua vida a cada instante para doa-la ao outro. Doa-la, não é apenas seguir um caminho, é fazer caminho. Fazer caminho é ser. É usar do Amor a cada passo da caminhada. Ser, não é dize-lo, é dizerem-no-lo, é dizerem de nós… E se o Amor que eu digo é O Amor, mais do que dize-l’O é previso sê-l’O. Sê-‘l’O é Amar, Perdoar: tarefa para nós, não para o outro. Porque se não nos ocupamos da nossa tarefa, como podemos ocupar-nos da do outro? Primeiro fazemos a nossa tarefa, depois exigimos que o outro faça a dele. Quando soubermos Amar, teremos sempre a certeza de ser perdoados, porque a tarefa do outro é Amar e perdoar tal como a nossa. Assim, cada um ocupa-se da sua tarefa...
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