Penso como é
bom nos entregarmos a Vós. Dar-Vos a nossa liberdade pode ser um ato nobre de
Amor. Penso se não será melhor em Vós, nós, conseguirmos gerir bem a nossa
liberdade? Quando dizemos: “Toma a minha liberdade”, queremos dizer, age Tu
mais por mim do que eu mesmo(a)?
Queremos dizer: aceito que me condiciones ou pedimos-Te: condiciona-me na minha liberdade contendo-a na Tua? E de que forma? Posicionamo-nos nós como seres mais passivos do que ativos e desejamos que Tu ajas por nós nas circunstâncias da vida impedindo-nos assim de errar, ofender-Te, cair, pecar? Quando Te entregamos a nossa liberdade estamos mais a pensar em Ti ou em nós? Estamos a querer proteger-nos, a pedir socorro, a escondermo-nos no Teu cantinho confortável ou a querer amar-Te? Estamos a dizer-Te que, por Amor a Ti, somos capazes de seguir um caminho diferente daquele que queríamos, e somente por Ti, sem nenhuma recompensa? Dizemo-lo, sem esperar que esse ato, essa atitude nos engrandeça, seja por Ti reconhecida ou recompensada e sem medos de cair e nos levantarmos ou de sermos pecadores, mas aceitando que mesmo com a nossa liberdade fazendo a Tua Vontade, podemos cair, e caímos e nem nos lamentamos porque não Te seguimos pela certeza de sermos melhores, mas apenas para Te amar.
Queremos dizer: aceito que me condiciones ou pedimos-Te: condiciona-me na minha liberdade contendo-a na Tua? E de que forma? Posicionamo-nos nós como seres mais passivos do que ativos e desejamos que Tu ajas por nós nas circunstâncias da vida impedindo-nos assim de errar, ofender-Te, cair, pecar? Quando Te entregamos a nossa liberdade estamos mais a pensar em Ti ou em nós? Estamos a querer proteger-nos, a pedir socorro, a escondermo-nos no Teu cantinho confortável ou a querer amar-Te? Estamos a dizer-Te que, por Amor a Ti, somos capazes de seguir um caminho diferente daquele que queríamos, e somente por Ti, sem nenhuma recompensa? Dizemo-lo, sem esperar que esse ato, essa atitude nos engrandeça, seja por Ti reconhecida ou recompensada e sem medos de cair e nos levantarmos ou de sermos pecadores, mas aceitando que mesmo com a nossa liberdade fazendo a Tua Vontade, podemos cair, e caímos e nem nos lamentamos porque não Te seguimos pela certeza de sermos melhores, mas apenas para Te amar.
E de repente
eu que até Te entreguei a minha própria vida, lembro-me de um padre me
perguntar: Para que é que Deus quer a Tua vida? Não, pois Deus não quer a minha
vida para ma tirar, é para que viva, a minha vida já Deus a quis quando
realizou o projeto de me trazer ao mundo. A minha vida sou eu e nela Deus faz a
sua casa como em qualquer coração. Sim, Tu és um Deus de vivos e não de mortos…
Foste Tu que nos fizeste com liberdade de escolha, que nos concedeste
capacidades e vontade. Tu deste-no-las para que tas restituíssemos ( “Vós me
destes, a vós o restituo.Tudo é vosso, disponde “) [1]ou
para que as usássemos na Tua Pessoa em nosso favor? Penso que não deve ser
em Teu favor que desejas que as usemos, mas em favor do próximo uma vez
que Tu não precisas de nada, nós é que precisamos de Te amarmos acima de todas
as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Mas não é verdade que a maior forma
de Te amar é no próximo? Não é verdade que amar a Deus de forma destituída de
humanidade e atos concretos é uma forma estranha de Amar? O Cristo que está em
mim encontro-O na minha ação com o próximo, uma vez que o próximo é o reflexo
deste Jesus Cristo que está em mim e me chama à ação e ao Amor, porque o Amor
vem sempre primeiro… Aqui está a minha liberdade, quando podendo fazer o
mal faço o bem ou podendo fazer o bem faço o mal. Alturas devem existir em que
Tu me levas para onde eu não quero ir, mas eu aceito, e aceito porque quero
estar ConTigo. Não é para Teu benefício, nem é mérito meu seguir-Te e
sacrificar-me à Tua vontade, é graça Tua que recebo gratuitamente. Não me
atrevo dizer-Te assim, que disponhas da totalidade da minha
liberdade, só porque Tu disseste no início: Recebe a Tua liberdade… e eu
aceitei o que me deste, por isso não Te dou os atributos e os dons, uma vez que
sou Tua, e eles sã teus, Tu deste-me a vida e quero somente usar dos dons que
me deste para Te testemunhar nesta mesma vida que me deste… Sim, dá-me apenas O
teu Amor[2] e isso me basta. E ainda que não possa
senti-Te, saber-Te em mim me basta, porque creio que Tu estás em nós,
mesmo que nós não estejamos em Ti. Há natureza Tua em nós desde sempre e para
sempre e não sei se é possível destituíres-Te da natureza humana… Penso
agora na frase: “para que nos possas oferecer o teu perdão, temos de ir pecando …”[3] Penso se encontro em mim a verdade desta frase, e
creio Senhor que o Teu perdão é independente dos nossos atos. Santa Faustina
escreveu: Misericórdia Divina maior atributo de Deus… Misericórdia Divina,
fonte que brotais do mistério da Santíssima Trindade,… Misericórdia Divina, que
desceis ao mundo na Pessoa do Verbo Encarnado… Misericórdia Divina que do nada
nos chamastes à existência… ElA existe independentemente nos nossos atos. Tu
existes, És independentemente da nossa existência, Tu És perdão
independentemente do nosso pecado… O Teu perdão está lá antes e depois do nosso
pecado… Então digo:
Recebo
Senhor a minha liberdade, que eu saiba usa-la para Te testemunhar
Agradeço
Senhor a minha memória, que com ela Te possa glorificar
O meu
entendimento, a minha vontade, que nelas saiba seguir os Teus passos Jesus,
De tudo
ajudai-me a dispor para engrandecer o Amor, o mesmo Amor com que mos deste
O Vosso Amor
e graça, é um porto seguro, um terno abrigo
Por vezes é
preciso subir ao calvário e nada sentir para estar Contigo…
O perdão
amigo, vem antes do pecado
Pecar é
inevitável, perdoar é esperado …[6]
[1] Citação
de um amigo
[2] Falamos
em Amor como atributo de Deus, contudo Deus É Amor. O Amor não parece ser
“ipsis verbis” um atributo, mas uma Essência… O Verbo não é
atributo.
[3] Citação
de um amigo
[6] Não é
esperado somente por nós pela certeza do perdão, mas esperado por Deus, porque
se antecipa ao nosso pecado
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