terça-feira, 13 de outubro de 2015

Do abismo da Vossa Misericórdia...

Não é na minha casa que habitais Senhor, mas eu na Vossa
Porque Vós permaneceis para sempre e estais desde sempre
Desde antes de eu existir Vós estáveis
E quanto eu partir Vós estareis
Deixai-me habitar na Vossa casa Senhor
Para Vos louvar desde agora
Vós permaneceis para sempre,
E contudo para que ficais sem nós?
Não Sois um Deus de mortos, mas de vivos
Quero louvar-Te com toda a minha alma
E aprender a Amar-Te na noite da vida
Quero louvar-Te na noite como se fosse dia
E alegrar-me conTigo porque Vos alegrais
Ignoro se me alegro em Vós, se Vos alegrais em mim
Mas Vós permaneceis para sempre
Ainda que a esperança desanime
Tu permaneces para sempre
Tu Estás lá
Ainda que os meus olhos não possam encontrar-Te
Ainda que a minha alma não possa tatear-Te
Ainda que a minha boca não possa chamar-Te
Ainda que a minha mente mal possa pensar-Te,
Tu estás lá Senhor…Jesus…
Lá onde queres que eu chegue
Lá Onde queres que eu Te procure
Lá Onde queres que eu Te encontre
Porque Tu estás em mim,
E eu devo estar em Ti.
Esqueceste as minhas faltas desde outrora
Ainda antes de as conhecer, as perdoaste
Uno-me hoje a Ti para suportar-me
Como Tu me suportaste.
Como posso abeirar-me do abismo da Vossa Misericórdia?
É demasiado profundo, mas não temeroso,
Nada temo da Vossa justiça
Porque me fazes conhecer O Amor
De que sobes até nós, de que desces assim,
Da nossa altivez que se quebra por fim
Só conTigo posso olhar-Te, só conTigo conhecer-Te
E em Ti nada mais tenho a dizer-Te.

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