“Sê solidária, essa é a primeira
qualidade de um católico”_ diz-me ela, que não vai à missa, mas tem
a certeza que Deus está com ela e ela anda com Deus “Porque não é necessário ir
à missa para estar com Deus”_ Acho que, em parte é verdade… Sê solidária
significa aqui, além de ir buscar uma pessoa a casa para fazer algo todos os dias da
semana, perceber que se a pessoa gosta mais do banco do meu carro do que do
dela (que até é superior ao meu) para que a sua coluna não se ressinta isso é ser
solidário. E eu a dizer-me interiormente enquanto ouço “Oh Jesus, por
favor, isto é demais para mim!”
E este demais é tão limitado que sinto de imediato vergonha daquela minha maneira... Depois um certo conflito entre o que devia ser e este feitio muito retorcido. Sinto o aborrecimento da dificuldade que é ser acima de tudo mais humilde e também generosa. Repete-se: No supermercado uma mulher apareceu. As minhas compras estavam na caixa e ignorando-me, com poucas na mão vai passar-me à frente sem mais a dizer. Olhei e senti uma certa irritação não há dúvida, depois quis ser generosa, achei eu que o podia ser, porque de generosa devo ter pouco quando a retribuição é nada e então é aí que se vê até onde vai a generosidade! O grande problema é quando a retribuição não é nada, e pior… quando cedemos do que era nosso, do nosso tempo ou do nosso lugar ou… e ficamos a sentir pela cara e pelos gestos que parece que nos fizeram um favor a nós… digo “Passe lá, se está com pressa….” A vontade era nenhuma, mas procurava dominar-me. De tão mal encarada passa sem palavra de agradecimento e cara de que a vida lhe deve obrigações e jeitos. Pensei que também eu teria jeito para ser assim tão amarga e por isso o melhor seria não criticar e depois deste pensamento deu-me ainda, entre alguns resquícios de indignação, para sorrir. Depois de pagar e ao ver-me assim, arranca um fosco obrigada. De nada. Na verdade é um incómodo quando fazemos coisas supostamente boas e não nos recompensam. Que desagradável! Isto também deve ser motivo de um sorriso interior da consciência de um reforço imediato à nossa generosidade e ao nosso bom procedimento. Chato é quando somos pagos assim com tão fraca moeda e pensar que se já fomos pagos nada nos é devido. Que desagradável que nos agradeçam quando não podemos ficar com a sensação interior de que não fomos recompensados e de que Deus nos recompensará. Que desagradável fazer qualquer pequeno bem sempre achando com vista a algum armazenamento e a uma recompensa posterior. É um “desatino”! Penso que o melhor bem que se faz deve ser aquele que se não contabiliza e nem pesa mediante a retribuição que nos dão. O que vem ou deixa de vir que importa? Mas nós olhamos a isso, sentimos isso, somos na maioria tão susceptíveis a isso… Sim é igual… às vezes ouço na condução, olha nem agradeceu, se soubesse não o tinha deixado passar! Sim é igual a “Este Natal não lhe vou dar uma prenda porque o ano passado também não me deu”. É um aborrecimento interior este comércio do dar e do receber… Não, diz ela, _“Não vou contigo à missa do padre X porque ele ia na procissão viu-nos, e olhou para o lado para não nos cumprimentar”. _“O padre não pode estar a falar com todas as pessoas que vê conhecidas quando vai numa procissão!”. _”Um sorriso. Agora virar a cara!” Sim, tenho reparado que o sorriso do padre também se cobra, também é negociável e há padres que percebem bem isso… Se o padre ri reforça, se o padre ri para outro lado é desconfortável, se não vê ou finge não ver, é como se percebe um problema. Eu acho graça a um pormenor, porque do mais sou igual... como se o respeito e a afeição ou o amor que temos ao padre proceda dele e não de nós… Digo-me que esta pessoa não deve ter profunda estima pelo padre… Digo-me como me disse outro dia: “Que importa afinal, se me amam, se me odeiam, obrigada Senhor por estar aqui. O amor está no coração de quem ama…” O nosso mundo interior não é feito pelos sentimentos do coração dos outros mais do que pelos do nosso, por isso, digo-me: É possível amar quem me possa odiar… porque o Amor ninguém mo tira… e acrescento… “ sou eu que o dou”, e depois penso que Jesus vai-nos ensinando tantas coisas, como por exemplo a dar gratuitamente…
E este demais é tão limitado que sinto de imediato vergonha daquela minha maneira... Depois um certo conflito entre o que devia ser e este feitio muito retorcido. Sinto o aborrecimento da dificuldade que é ser acima de tudo mais humilde e também generosa. Repete-se: No supermercado uma mulher apareceu. As minhas compras estavam na caixa e ignorando-me, com poucas na mão vai passar-me à frente sem mais a dizer. Olhei e senti uma certa irritação não há dúvida, depois quis ser generosa, achei eu que o podia ser, porque de generosa devo ter pouco quando a retribuição é nada e então é aí que se vê até onde vai a generosidade! O grande problema é quando a retribuição não é nada, e pior… quando cedemos do que era nosso, do nosso tempo ou do nosso lugar ou… e ficamos a sentir pela cara e pelos gestos que parece que nos fizeram um favor a nós… digo “Passe lá, se está com pressa….” A vontade era nenhuma, mas procurava dominar-me. De tão mal encarada passa sem palavra de agradecimento e cara de que a vida lhe deve obrigações e jeitos. Pensei que também eu teria jeito para ser assim tão amarga e por isso o melhor seria não criticar e depois deste pensamento deu-me ainda, entre alguns resquícios de indignação, para sorrir. Depois de pagar e ao ver-me assim, arranca um fosco obrigada. De nada. Na verdade é um incómodo quando fazemos coisas supostamente boas e não nos recompensam. Que desagradável! Isto também deve ser motivo de um sorriso interior da consciência de um reforço imediato à nossa generosidade e ao nosso bom procedimento. Chato é quando somos pagos assim com tão fraca moeda e pensar que se já fomos pagos nada nos é devido. Que desagradável que nos agradeçam quando não podemos ficar com a sensação interior de que não fomos recompensados e de que Deus nos recompensará. Que desagradável fazer qualquer pequeno bem sempre achando com vista a algum armazenamento e a uma recompensa posterior. É um “desatino”! Penso que o melhor bem que se faz deve ser aquele que se não contabiliza e nem pesa mediante a retribuição que nos dão. O que vem ou deixa de vir que importa? Mas nós olhamos a isso, sentimos isso, somos na maioria tão susceptíveis a isso… Sim é igual… às vezes ouço na condução, olha nem agradeceu, se soubesse não o tinha deixado passar! Sim é igual a “Este Natal não lhe vou dar uma prenda porque o ano passado também não me deu”. É um aborrecimento interior este comércio do dar e do receber… Não, diz ela, _“Não vou contigo à missa do padre X porque ele ia na procissão viu-nos, e olhou para o lado para não nos cumprimentar”. _“O padre não pode estar a falar com todas as pessoas que vê conhecidas quando vai numa procissão!”. _”Um sorriso. Agora virar a cara!” Sim, tenho reparado que o sorriso do padre também se cobra, também é negociável e há padres que percebem bem isso… Se o padre ri reforça, se o padre ri para outro lado é desconfortável, se não vê ou finge não ver, é como se percebe um problema. Eu acho graça a um pormenor, porque do mais sou igual... como se o respeito e a afeição ou o amor que temos ao padre proceda dele e não de nós… Digo-me que esta pessoa não deve ter profunda estima pelo padre… Digo-me como me disse outro dia: “Que importa afinal, se me amam, se me odeiam, obrigada Senhor por estar aqui. O amor está no coração de quem ama…” O nosso mundo interior não é feito pelos sentimentos do coração dos outros mais do que pelos do nosso, por isso, digo-me: É possível amar quem me possa odiar… porque o Amor ninguém mo tira… e acrescento… “ sou eu que o dou”, e depois penso que Jesus vai-nos ensinando tantas coisas, como por exemplo a dar gratuitamente…
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