Na
companhia da Rute fiz o que tinha vontade ajoelhei-me no confessionário… Alguém
afastando a cortina se debruçou por cima de mim para perceber… Levanto-me
sorrindo e mato a curiosidade à senhora dos óculos... fora ali procurar-me ao
passado. “A propósito de confissões (disse parando e olhado para mim), no outro
dia um padre numa confissão deixou-me muito mal. Veja que me disse que
precisava de apoio psicológico…”. “Há dias também me confessei a um padre que
me deixou de rastos”_ respondi, não evitando o inútil desabafo, pois ainda
andava às voltas com a indigesta confissão (Ler post “A confissão adiada”).
_“Sabe que nem todos têm o dom de nos tocar”_ saiu-me, embora a confissão seja mais do que ser tocado positivamente…
_“Quanto não valeram mais duas palavra que o padre X disse do altar!”
“Talvez estivesse a pensar nisso nesse momento?”_ perguntei lembrando-me do dia em que eu chegara à igreja querendo confessar-me. Não havia confissões, mas eu achava que tinha Mesmo de me confessar! O engraçado é que do altar antes de acabar a missa, esse padre olhou para mim e elevando o dedo devagar ao seu jeito disse: depois da missa vou confessar… Essas eram duas palavras que me tinham impressionado... Que houvera alguma ponte que ligara as palavras do padre à sua sensibilidade, à sua espiritualidade, às suas necessidades parecia-me evidente… mais não entendi pois enquanto me ia agarrando no braço, contava: "Olhe no outro dia foi Deus..." Deus que estava lá no terreno onde caíra para a esquina de um muro. Quatro pontos nos lábios e mazelas na cara, que ainda eram visíveis, por pouco na cabeça não duvida, tinha-se matado, mas Ele estava lá! Lembrei-me ao invés, do acontecimento que me sucedera no meu terreno há algumas semanas e senti-me envergonhada… (Post “Jesus não é Carpinteiro é Jardineiro"). Deus estava lá. E agora eu pergunto-me, será que Tu estavas mais nas palavras do padre do que nas palavras do confessor? Será que Tu Te fazes agradar sempre? Estou certa que não, mas será que Tu não estava lá quando ela saiu mal do confessionário? Será que Tu estava lá, quando eu saí mal da confissão? … Ela agarrou-me o braço e disse: " Está frio, mas espere que vai valer a pena…". Agora sorrio… ah ia valer a pena, dares-me um raspanete! São estas situações que me deixam a pensar, que Deus é uma entidade tão incrível, completamente impossível de desvendar na Sua Essência…. Deus é cómico e pode fazer-nos rir. Deus é atento porque não Lhe passa nada ao lado. Deus é firme e perseverante e pode fazer-nos sentir culpados. Deus é diligente e não adia o que quer. Deus é inesperado, surge em qualquer altura e em qualquer lugar. Deus é instrutor, ensina-nos e mostra-nos os erros. Deus é exigente, espera que cumpramos o esperado de nós. Deus é paciente Ele deixa-nos procurar por nós. Deus é fiel, Ele deixa-nos encontra-l’O. Deus, Tu estavas lá! Tu sempre estiveste lá! O lá é em toda a parte onde cada um de nós está. Sinto, ainda sem perceber bem, que muitas vezes quando andamos à procura de nós, andamos à procura de Ti, mas, Tu já estás aqui.
_“Sabe que nem todos têm o dom de nos tocar”_ saiu-me, embora a confissão seja mais do que ser tocado positivamente…
_“Quanto não valeram mais duas palavra que o padre X disse do altar!”
“Talvez estivesse a pensar nisso nesse momento?”_ perguntei lembrando-me do dia em que eu chegara à igreja querendo confessar-me. Não havia confissões, mas eu achava que tinha Mesmo de me confessar! O engraçado é que do altar antes de acabar a missa, esse padre olhou para mim e elevando o dedo devagar ao seu jeito disse: depois da missa vou confessar… Essas eram duas palavras que me tinham impressionado... Que houvera alguma ponte que ligara as palavras do padre à sua sensibilidade, à sua espiritualidade, às suas necessidades parecia-me evidente… mais não entendi pois enquanto me ia agarrando no braço, contava: "Olhe no outro dia foi Deus..." Deus que estava lá no terreno onde caíra para a esquina de um muro. Quatro pontos nos lábios e mazelas na cara, que ainda eram visíveis, por pouco na cabeça não duvida, tinha-se matado, mas Ele estava lá! Lembrei-me ao invés, do acontecimento que me sucedera no meu terreno há algumas semanas e senti-me envergonhada… (Post “Jesus não é Carpinteiro é Jardineiro"). Deus estava lá. E agora eu pergunto-me, será que Tu estavas mais nas palavras do padre do que nas palavras do confessor? Será que Tu Te fazes agradar sempre? Estou certa que não, mas será que Tu não estava lá quando ela saiu mal do confessionário? Será que Tu estava lá, quando eu saí mal da confissão? … Ela agarrou-me o braço e disse: " Está frio, mas espere que vai valer a pena…". Agora sorrio… ah ia valer a pena, dares-me um raspanete! São estas situações que me deixam a pensar, que Deus é uma entidade tão incrível, completamente impossível de desvendar na Sua Essência…. Deus é cómico e pode fazer-nos rir. Deus é atento porque não Lhe passa nada ao lado. Deus é firme e perseverante e pode fazer-nos sentir culpados. Deus é diligente e não adia o que quer. Deus é inesperado, surge em qualquer altura e em qualquer lugar. Deus é instrutor, ensina-nos e mostra-nos os erros. Deus é exigente, espera que cumpramos o esperado de nós. Deus é paciente Ele deixa-nos procurar por nós. Deus é fiel, Ele deixa-nos encontra-l’O. Deus, Tu estavas lá! Tu sempre estiveste lá! O lá é em toda a parte onde cada um de nós está. Sinto, ainda sem perceber bem, que muitas vezes quando andamos à procura de nós, andamos à procura de Ti, mas, Tu já estás aqui.
Sem comentários:
Enviar um comentário