Estava
de saída. Não ia voltar atrás. Nas escadas comecei a achar
que tinha de ir beber água. Não tinha sede. Tinha tomado um comprimido e surgia
aquela insistência interior de que era preciso que fosse beber mais água. Há
coisas que nós nos recusamos ou argumentamos! E eu perguntei-me, beber água, para quê beber mais
água? Lá me convenci de que era preciso ir beber água (etc) Já não era a primeira
vez que tinha de fazer coisas que não estavam nem nos meus planos, nem na minha
vontade, mas pelo sim pelo não, vamos lá… Entrei na porta do andar ao lado,
onde há água. Peguei num grande copo e bebi. Tinha saído do A e agora ia sair do B. Senti um forte cheiro a gás. Um bico do
fogão que alguém tinha deixado ligado inundara a casa de gás. O meu gatinho não
estava nada bem, o seu narizito estava amarelo. Abri num instante todas as
janelas de casa. De repente deu-me um clique! O copo d’água... o gás… O gato
teria morrido se eu não tivesse acedido a esta sugestão interior. Já tinha tido
uma ou outra vez o que se diz chamar de intuições ou serão meras coincidências, ou será o meu Anjo da guarda? Desta
vez fiquei confusa. Porque é que eu não tive a inspiração de que o gás estava
ligado, mas fui chamada a beber um copo com água? Normalmente as inspirações pareciam-me mais directas. Há coisas que não podemos entender, pelo menos no momento…
Coincidência,
intuição ou o Anjo da guarda? A verdade é que tenho vontade de dizer: Senhor, graças
a Ti evitou-se o pior! Bendito sejas Senhor, pela Tua Misericórdia! Mais tarde liguei ao homem do gás para que viesse trazer uma bilha, esta ficara vazia, mas tenha sido o que tenha sido, foi Deus quem me deixou mais cheia.
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