Um dia
recebi uma mensagem no meu telemóvel a informar-me que Margarida não queria mais as minhas visitas, o favor de
não voltar.
Depois de me ter tornado uma visita indesejada da auxiliar e da sua antiga funcionária que tem a sua parte de interesse, não fiquei contente, e tive de travar o meu desejo de concretizar qualquer plano para desmascarar a situação. A empregada não gostava de ser questionada nem confrontada fazendo depois profundas chantagens ameaçando que se ia embora. Quando se está dependente de alguém para todo o serviço, como para comer e se mover, imagino que se releve, pior é quando a cabeça não permite atingir o que se está a passar… Ciente de que ela tinha tido de optar entre mim e as duas, não foi ainda com agrado que silenciei os comportamentos estranhos de que bem cedo comecei a suspeitar. Queixei-me a Vós... Mais tarde Maria também veio a nutrir desconfianças semelhantes chegando a contactar a cunhada de Margarida, em vão. O irmão está com Alzheimer e ela já influenciada e negligente foi rude concluindo que confiava plenamente na auxiliar e na empregada. Que lhe importa se a conhecemos há mais de vinte anos e a auxiliar de leste há pouco mais de meio ano? Da última vez avisei Margarida que ainda seria roubada, mas não fez caso. E foi-o a bom valer por uma empregada que lhe agarrou o cartão e o código, levantando-lhe quanto quis. Por fim levou-lhe o carro. Agora já nem cabeça tem para se orientar. Penso que deva ser um alívio quando se não possui nada para deixar, ao menos não nos apercebemos das abelhas à nossa frente em torno do mel, e o mel para o mundo são as coisas, não as pessoas. Sinto uma certa revolta interior, mas tenho de me calar… A auxiliar aproveitando-se do seu estado mental ausentava-se muitas noites deixando-a só. Um dia foi ela própria que se deu conta que ainda não havia jantado às 2h da manhã. Estava impotente para se movimentar e só em casa… veio-se a saber que era procedimento regular; que a rapariga se embebedava com frequência nas desconhecidas saídas nocturnas, que ria e se sentava com as pernas abertas às tantas da manhã por aí… Foi despedida, apesar de implorar e de ameaçar… Foi necessário colocar trancas nas portas. Agora era o terceiro dia que saíamos, eu, Maria e Margarida de braço dado a curto passo…
Depois de me ter tornado uma visita indesejada da auxiliar e da sua antiga funcionária que tem a sua parte de interesse, não fiquei contente, e tive de travar o meu desejo de concretizar qualquer plano para desmascarar a situação. A empregada não gostava de ser questionada nem confrontada fazendo depois profundas chantagens ameaçando que se ia embora. Quando se está dependente de alguém para todo o serviço, como para comer e se mover, imagino que se releve, pior é quando a cabeça não permite atingir o que se está a passar… Ciente de que ela tinha tido de optar entre mim e as duas, não foi ainda com agrado que silenciei os comportamentos estranhos de que bem cedo comecei a suspeitar. Queixei-me a Vós... Mais tarde Maria também veio a nutrir desconfianças semelhantes chegando a contactar a cunhada de Margarida, em vão. O irmão está com Alzheimer e ela já influenciada e negligente foi rude concluindo que confiava plenamente na auxiliar e na empregada. Que lhe importa se a conhecemos há mais de vinte anos e a auxiliar de leste há pouco mais de meio ano? Da última vez avisei Margarida que ainda seria roubada, mas não fez caso. E foi-o a bom valer por uma empregada que lhe agarrou o cartão e o código, levantando-lhe quanto quis. Por fim levou-lhe o carro. Agora já nem cabeça tem para se orientar. Penso que deva ser um alívio quando se não possui nada para deixar, ao menos não nos apercebemos das abelhas à nossa frente em torno do mel, e o mel para o mundo são as coisas, não as pessoas. Sinto uma certa revolta interior, mas tenho de me calar… A auxiliar aproveitando-se do seu estado mental ausentava-se muitas noites deixando-a só. Um dia foi ela própria que se deu conta que ainda não havia jantado às 2h da manhã. Estava impotente para se movimentar e só em casa… veio-se a saber que era procedimento regular; que a rapariga se embebedava com frequência nas desconhecidas saídas nocturnas, que ria e se sentava com as pernas abertas às tantas da manhã por aí… Foi despedida, apesar de implorar e de ameaçar… Foi necessário colocar trancas nas portas. Agora era o terceiro dia que saíamos, eu, Maria e Margarida de braço dado a curto passo…
“_Estou para aqui uma tonta, mal sei andar…”
“_Que graça é poder sair de casa, ainda há pouco tempo não se levantava da cadeira de rodas… Nunca mais a vi com a Nossa Senhora na lapela do casaco, ficava-lhe tão bem…”
“_Ah pois, tenho de a pôr…”
E fomos caminhando em direcção ao jardim... afinal ainda não tinha sido o fim... (Post o fim só deve ser mesmo quando é o fim), mas não fui eu, foi Deus que tomou como Seu este nosso assunto... porque Deus muitas vezes quando nos inspira a não agir, é porque Ele próprio quer tomar nas Suas mãos os nossos assuntos... digo mesmo, colocar As Suas mãos nos nossos assuntos...
“_Que graça é poder sair de casa, ainda há pouco tempo não se levantava da cadeira de rodas… Nunca mais a vi com a Nossa Senhora na lapela do casaco, ficava-lhe tão bem…”
“_Ah pois, tenho de a pôr…”
E fomos caminhando em direcção ao jardim... afinal ainda não tinha sido o fim... (Post o fim só deve ser mesmo quando é o fim), mas não fui eu, foi Deus que tomou como Seu este nosso assunto... porque Deus muitas vezes quando nos inspira a não agir, é porque Ele próprio quer tomar nas Suas mãos os nossos assuntos... digo mesmo, colocar As Suas mãos nos nossos assuntos...
Sem comentários:
Enviar um comentário