Lembrei: Como poderia falar da sua vida se não conheço
essa mulher de lado nenhum? Ao invés C
afirmou que o Pastor conhece todas as suas ovelhas, e tanto que à minha dúvida,
deu logo de seguida, uma prova irrefutável.
Pu-lo à prova em pensamentos, mas Tu não gostas de ser posto à prova, nem que
ponha à prova as palavras do Teu pastor. Foste claro em mostrar que o Pastor conhece
também a sua ovelha e o que ela pensa. Mas conhecerão todos as suas ovelhas?
Diria que não, contudo o nosso pastor conhece-nos e a sua dedicação está agora a destruir-nos. Nós chamamos-lhe o nosso pastor e ele chama-nos as suas ovelhas porque nos adoptou desde logo e nós reconhecemos de imediato os que nos amam. Então as suas ovelhinhas pastam voltadas para o Sol. É delas e elas são dele, porque Tu lhas deste, mas se ele se vai, alguma se perde? Elas só respondem à voz do seu pastor… e agora este silêncio mudo… não reconhecem outra voz e por isso toldaram-se de amargura profunda e tudo lhes parece vão ruído. E quanto mais se lembram das palavras e dos gestos mais angustiam de pena e desconsolo. Podemos ver bem o tempo e o amor que dedicou a cada uma delas… Ele daria a sua vida por elas, outros tiram-na, mas quem lhe disse que conseguiriam suportar esta violência? Desapareceu, para onde? Ficam desorientadas… O pastor foi ali e já vem. Mas nós duvidamos, temos medo, não sei se perder os nossos olhos dele, se que ele perca os seus olhos de nós, se temer pela sua vida, se pela nossa. Para onde levaram o nosso Pastor? Para onde ele for, nós vamos. Ah, não podemos…? Segui-lo-íamos até à morte! Já não digo até ao túmulo, digo até à morte, porque ambos damos a vida. Mas é por nós que damos a vida? É por Ti que damos a vida! E aquele que nos fala ao coração, aquele que está tão atento a cada pequeno movimento nosso, aquele que alcança ao longe o menor fluir da nossa alma? Não é um pastor desatento… ah, não… cada reflexo do nosso coração é-lhe conhecido, é seu desejo estar sempre vigilante e nós amamo-lo porque nos ama, Tu amas-nos por ele. Porque é que o pastor fere a sua ovelhinha? Foi uma despedida? Porque é que me imprimes no coração esta desolação que me eleva o olhar ao horizonte? As planícies são vastas e o caminho parece infinito, incapaz de o percorrer só. “Só há Um Pastor e uma só Casa…” e eu sinto, sinto tudo, que o pastor sofre mais pelas suas ovelhas do que elas por ele, porque elas sofrem mais por elas mesmas, mas ele sofre por elas. O que eu sinto é que apesar de partir, o pastor dá a vida pelas suas ovelhas até ao Fim. E eu também posso, amanhã, não sei quando, eu também posso dar a vida, vá-se lá saber quando… [1] pelO Pastor… Sim, eu também posso...
Diria que não, contudo o nosso pastor conhece-nos e a sua dedicação está agora a destruir-nos. Nós chamamos-lhe o nosso pastor e ele chama-nos as suas ovelhas porque nos adoptou desde logo e nós reconhecemos de imediato os que nos amam. Então as suas ovelhinhas pastam voltadas para o Sol. É delas e elas são dele, porque Tu lhas deste, mas se ele se vai, alguma se perde? Elas só respondem à voz do seu pastor… e agora este silêncio mudo… não reconhecem outra voz e por isso toldaram-se de amargura profunda e tudo lhes parece vão ruído. E quanto mais se lembram das palavras e dos gestos mais angustiam de pena e desconsolo. Podemos ver bem o tempo e o amor que dedicou a cada uma delas… Ele daria a sua vida por elas, outros tiram-na, mas quem lhe disse que conseguiriam suportar esta violência? Desapareceu, para onde? Ficam desorientadas… O pastor foi ali e já vem. Mas nós duvidamos, temos medo, não sei se perder os nossos olhos dele, se que ele perca os seus olhos de nós, se temer pela sua vida, se pela nossa. Para onde levaram o nosso Pastor? Para onde ele for, nós vamos. Ah, não podemos…? Segui-lo-íamos até à morte! Já não digo até ao túmulo, digo até à morte, porque ambos damos a vida. Mas é por nós que damos a vida? É por Ti que damos a vida! E aquele que nos fala ao coração, aquele que está tão atento a cada pequeno movimento nosso, aquele que alcança ao longe o menor fluir da nossa alma? Não é um pastor desatento… ah, não… cada reflexo do nosso coração é-lhe conhecido, é seu desejo estar sempre vigilante e nós amamo-lo porque nos ama, Tu amas-nos por ele. Porque é que o pastor fere a sua ovelhinha? Foi uma despedida? Porque é que me imprimes no coração esta desolação que me eleva o olhar ao horizonte? As planícies são vastas e o caminho parece infinito, incapaz de o percorrer só. “Só há Um Pastor e uma só Casa…” e eu sinto, sinto tudo, que o pastor sofre mais pelas suas ovelhas do que elas por ele, porque elas sofrem mais por elas mesmas, mas ele sofre por elas. O que eu sinto é que apesar de partir, o pastor dá a vida pelas suas ovelhas até ao Fim. E eu também posso, amanhã, não sei quando, eu também posso dar a vida, vá-se lá saber quando… [1] pelO Pastor… Sim, eu também posso...
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