A
Vossa inteligência é grandiosa, realmente inalcançável à mente humana.
Compreendo quando dizeis que é impossível conhecer-Vos como Sois realmente, que
devemos procurar conhecer-Te contemplando os Teus atributos… Mais depressa
parece ser possível conhecer O Teu Amor do que a Tua inteligência, e no entanto
esse é o maior dos Teus atributo, seria o mais difícil de desvendar... É ele
que se dá. És Tu mesmo que Te dás porque Tu És o Amor e ele não existe independente de Ti. Todas as Tuas faculdades estão ao serviço do Amor, e no entanto Tu não
estás ao serviços de ninguém senão de Ti. Todos os Teus atributos podem ser
desvendados nessa Tua acção amorosa para connosco, porque o Amor, oh meu Deus,
vem primeiro. Sim, O Amor vem primeiro em todas as coisas e em todos os tempos,
em todos os séculos e em toda a eternidade, é o Amor que vem primeiro, aliás
Ele antecipa-Se… O que significa antecipar-Se?
Antecipa-Se em todas as coisas da existência humana. Não só Se antecipou a nós como em todas as coisas que a nós concernem e connosco se relacionem. Por isso não temi pedir-Te perdão, porque não se trata apenas do arrependimento de um acto ou de um erro, trata-se da reparação do mesmo de uma forma peculiar e subtil, uma vez que para Ti não existe tempo. Tu bem sabes das minhas faltas e dos meus arrependimentos, por isso no que a Ti respeita, pude dizer, Senhor, Tu que conhecias já antecipadamente a minha ignorância e o meu arrependimento futuros, para Ti que não há tempo, e que no passado conhecias já o futuro, repara esta falta que eu cometi contra Ti, antes... E creio que sei quando Tu o aceitas e quando Tu não o aceitas. Mas se Tu antecipadamente à falta nos alertas, se Tu nos avisas, se Tu nos prevines, já não é possível reparar essa falta desta mesma maneira. Então de que maneira pode ser possível reparar a falta em que caímos tendo sido alertados? Como é possível reparar essa não receptividade à Tua proposta? Como é possível reparar essa desobediência, sendo que dispusemos a Ti a nossa liberdade? Talvez sejas Tu mesmo que nos ditarás essa forma de reparação… talvez sejas Tu mesmo… mesmo sabendo que aparentemente a reparação não é igual à obediência, ou seja a rectificação do pecado não é similar a não ter pecado. Mas, uma vez que És O Todo Poderoso não é possível voltar ao estado original antes do pecado? Quando confesso o pecado aceito o meu erro, mas será que aceitar esse erro e voltar a Ti é o quanto baste? Sim, a Tua Misericórdia é tudo. Pergunto-me não faltará muitas vezes a conversão do coração? E ainda que eu verdadeiramente me converta de coração, o que nem sempre se dá a par da confissão, ainda assim, estou a reparar na sua totalidade o pecado cometido como se ele não tivesse sido cometido? Eu não, mas Tu sim. Tu podes faze-lo. Como fazes Tu isso, Senhor? Só o Teu Amor tudo pode reparar. Que contornos terá esse Amor inexplicável à mente humana? Mas se O Amor Se antecipa ao pecado, Senhor, parece-me grave… mas ainda não deve ser a desgraça, ainda não deve ser o derradeiro mal… Voltar ao estado anterior é para nós impossível, mas para Ti, (deve) ser possível. Mas será justo que Deus que nos ama, que nos inspira, que nos propõe tenha de reparar a nossa falta de uma maneira que só Ele conhece, quando nos percorria já antes dela, com o Seu Amor? Não é justo, contudo o Amor dá-se até ao fim. Com quanto sofrimento nos amas? Para amar-Te é preciso sofrer. Amar não é fácil, Amar é dar a vida. Poucos conhecem o Amor, porque chamam Amor ao que não é Amor. Não posso propor-Te que seja capaz de reparar o pecado cometido, mas posso arrepender-me e aceitar amar-Te até dar a vida. Para isso preciso de Ti. Preciso de Ti para todas as acções da minha vida. És Tu que fazes efectivamente Tudo. Como posso reparar um acto de desobediência a Ti? Talvez obedecendo, hoje. E como saber qual a Tua exigência, hoje? As Tuas exigências não se fazem tardar quando Tu as possuis para alguém. É mais fácil fugirmos delas do que elas não surgirem… Na verdade talvez quando eu diga “Senhor livra-me disto, Senhor, poupa-me daquilo” é porque Tu, sem que eu ainda tenha percebido, já me estás a pedir isso... Muitas vezes a primeira reacção parece ser de fuga, antes da consciencialização e da aceitação. Pois então se assim é, deixa-me dizer-Te: “Senhor, fala que a tua aluna escuta”. Sim, já não nos chamas servos, chamas-nos amigos, mas para que seja Tua verdadeira amiga, é preciso que entre em amizade conTigo. O que Tu tens para nós é mais do que uma amizade, o que Tu tens para nós é … o que tens para nós? Tens-Te a Ti para nós. Não é uma amizade, não é um Amor, não é uma Paixão, o que Tu tens para nós És Tu. Não é uma (nova) relação, é uma união eterna. Não, não é uma amizade, é a eternidade.
Antecipa-Se em todas as coisas da existência humana. Não só Se antecipou a nós como em todas as coisas que a nós concernem e connosco se relacionem. Por isso não temi pedir-Te perdão, porque não se trata apenas do arrependimento de um acto ou de um erro, trata-se da reparação do mesmo de uma forma peculiar e subtil, uma vez que para Ti não existe tempo. Tu bem sabes das minhas faltas e dos meus arrependimentos, por isso no que a Ti respeita, pude dizer, Senhor, Tu que conhecias já antecipadamente a minha ignorância e o meu arrependimento futuros, para Ti que não há tempo, e que no passado conhecias já o futuro, repara esta falta que eu cometi contra Ti, antes... E creio que sei quando Tu o aceitas e quando Tu não o aceitas. Mas se Tu antecipadamente à falta nos alertas, se Tu nos avisas, se Tu nos prevines, já não é possível reparar essa falta desta mesma maneira. Então de que maneira pode ser possível reparar a falta em que caímos tendo sido alertados? Como é possível reparar essa não receptividade à Tua proposta? Como é possível reparar essa desobediência, sendo que dispusemos a Ti a nossa liberdade? Talvez sejas Tu mesmo que nos ditarás essa forma de reparação… talvez sejas Tu mesmo… mesmo sabendo que aparentemente a reparação não é igual à obediência, ou seja a rectificação do pecado não é similar a não ter pecado. Mas, uma vez que És O Todo Poderoso não é possível voltar ao estado original antes do pecado? Quando confesso o pecado aceito o meu erro, mas será que aceitar esse erro e voltar a Ti é o quanto baste? Sim, a Tua Misericórdia é tudo. Pergunto-me não faltará muitas vezes a conversão do coração? E ainda que eu verdadeiramente me converta de coração, o que nem sempre se dá a par da confissão, ainda assim, estou a reparar na sua totalidade o pecado cometido como se ele não tivesse sido cometido? Eu não, mas Tu sim. Tu podes faze-lo. Como fazes Tu isso, Senhor? Só o Teu Amor tudo pode reparar. Que contornos terá esse Amor inexplicável à mente humana? Mas se O Amor Se antecipa ao pecado, Senhor, parece-me grave… mas ainda não deve ser a desgraça, ainda não deve ser o derradeiro mal… Voltar ao estado anterior é para nós impossível, mas para Ti, (deve) ser possível. Mas será justo que Deus que nos ama, que nos inspira, que nos propõe tenha de reparar a nossa falta de uma maneira que só Ele conhece, quando nos percorria já antes dela, com o Seu Amor? Não é justo, contudo o Amor dá-se até ao fim. Com quanto sofrimento nos amas? Para amar-Te é preciso sofrer. Amar não é fácil, Amar é dar a vida. Poucos conhecem o Amor, porque chamam Amor ao que não é Amor. Não posso propor-Te que seja capaz de reparar o pecado cometido, mas posso arrepender-me e aceitar amar-Te até dar a vida. Para isso preciso de Ti. Preciso de Ti para todas as acções da minha vida. És Tu que fazes efectivamente Tudo. Como posso reparar um acto de desobediência a Ti? Talvez obedecendo, hoje. E como saber qual a Tua exigência, hoje? As Tuas exigências não se fazem tardar quando Tu as possuis para alguém. É mais fácil fugirmos delas do que elas não surgirem… Na verdade talvez quando eu diga “Senhor livra-me disto, Senhor, poupa-me daquilo” é porque Tu, sem que eu ainda tenha percebido, já me estás a pedir isso... Muitas vezes a primeira reacção parece ser de fuga, antes da consciencialização e da aceitação. Pois então se assim é, deixa-me dizer-Te: “Senhor, fala que a tua aluna escuta”. Sim, já não nos chamas servos, chamas-nos amigos, mas para que seja Tua verdadeira amiga, é preciso que entre em amizade conTigo. O que Tu tens para nós é mais do que uma amizade, o que Tu tens para nós é … o que tens para nós? Tens-Te a Ti para nós. Não é uma amizade, não é um Amor, não é uma Paixão, o que Tu tens para nós És Tu. Não é uma (nova) relação, é uma união eterna. Não, não é uma amizade, é a eternidade.
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