Passou pela cabeça da minha amiga naquela manhã que a Armindinha
afinal não tinha acabado por concretizar o que prometera, passar pela farmácia,
(sitio onde trabalhava e onde por vezes fora do expediente fazia alguns
desenhos). A Armindinha morrera entretanto! Maria desenhava nesse dia o perfil
de uma cliente que lhe havia encomendado um retrato. Ao olhar o retrato passado
uns largos minuto disse à cliente: “Terá de passar outro dia por cá porque o
retrato não se parece consigo. Desculpe nunca me sucedeu…”. Pousou-o. Quando
mais tarde olha para ele, vê nitidamente o rosto da Armindinha. Bastava alterar
a testa, sitio por onde começara, pois a
partir daí era nitidamente ela! Rapidamente o rectificou e mandou entrega-lo
aos familiares da Jovem falecida. Assim que o viram disseram: “A Armindinha!”.
Afinal a Armindinha não faltara à sua promessa, ela voltara à farmácia para se
despedir da Maria...
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