Só hoje
soube. No
sacrário de uma igreja das redondezas, encontraram marcadas
as mãos de um homem! Sim, eu vi, disse-me ela!
Tentaram leva-lo, era
muito pesado, não
conseguiram. Curioso, não parecia pesado, não ao ponto de um homem não o
conseguir levar! Lembrei-me do Tio Monaldo que ao ir
buscar à força Catarina, amarrando-a prepara-se para arrasta-la de volta para casa. Clara não suporta ver o
sofrimento da irmã e pede ao Pai Celeste que intervenha, esta ficou então tão pesada que ninguém conseguia movê-la, levando-o a desistir. Quem sabe
Deus também se tenha tornado pesado? Ou quem sabe o homem no preciso momento se tenha arrependido? Andavam para aí a pagar vinte cinco euros por cada hóstia_disse pronta para qualquer batalha. Muitos paroquianos observaram as marcas das
mãos no sacrário. Interessava-lhe certamente mais o cobre, agora valorizado_retorqui. Mas pergunto-me: e que marcas terá deixado o Senhor do Sacrário nas mãos do
estranho? Tenho a certeza… sim, ocorre-me que terá deixado marcas bem mais
profundas que as das palmas das suas mãos que com um simples pano do pó, desapareceram
aos olhos de todos, mas não aos Seus.
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