A verdade seja dita, o padre C, nunca tendo sido nosso prior, tem até ao momento sido mais prior que
muitos priores. Caro padre, a verdade é que ainda que não pretendeis ser a
pedra angular,[1]
a estrutura abana sem vós, mas quando estais a estrutura gloria-se conVosco.
Sois então Um de nós! Vede que o coração dos paroquianos escolhem sem rótulos[2],
como dissestes fazer Deus, e neste aspecto os nossos corações são como os
cobradores de impostos e as meretrizes[3],
a diferença é que os nossos quando gostam, Gostam: são fieis.
E se havia qualquer dúvida que restasse hoje a prova foi definitiva, as palmas inesperadas no meio do puro silêncio da celebração dominical, eram para vós. Confesso que senti uma reacção emocional da cabeça aos pés, ao colocar-me imprevisivelmente na vossa posição: haveria de ficar muito intimidada, e eu achei graça que não descompusestes essa forma tão familiar de tamanha serenidade, reflexão e minúcia… hoje talvez também um pouco perplexo como nós, que batíamos as palmas dando manifesto à alegria contida de ver mais uma vez o nosso Pastor! Não nos cansamos de Vos ver. Quando gostamos, gostamos, é que gostamos mesmo. Vistes então na prática e de imediato já parte da vossa homilia: Menos palavras e mais atitudes vindas do coração…[4] sim, palavras para quê? Senti-me como a mulher que há doze anos sofria de fluxo de sangue, atordoada receosa como se algo saísse para mim… fiquei a pensar o que seria… O que vistes e ouvistes não te deixou confuso pelo contrário, sabeis que, a quem semeia, basta-lhe colher… é tão simples como as estações do ano… E é que aqui, quem semeia é mesmo quem colhe, mas estou desconfiada que em segredo vos dissestes, Aquele que semeia, é O que colhe, e neste aspecto estou crente que por Ele colheis ainda mais do que semeais, não porque não estejais a ver o fruto do vosso esforço e do vosso amor, mas porque Deus vos dá uma medida redobrada, porque não somos nós que te pagamos, mas Ele… e assim sendo eu também posso ser a mulher curada, porque Quem semeou foi O mesmo que curou…
E se havia qualquer dúvida que restasse hoje a prova foi definitiva, as palmas inesperadas no meio do puro silêncio da celebração dominical, eram para vós. Confesso que senti uma reacção emocional da cabeça aos pés, ao colocar-me imprevisivelmente na vossa posição: haveria de ficar muito intimidada, e eu achei graça que não descompusestes essa forma tão familiar de tamanha serenidade, reflexão e minúcia… hoje talvez também um pouco perplexo como nós, que batíamos as palmas dando manifesto à alegria contida de ver mais uma vez o nosso Pastor! Não nos cansamos de Vos ver. Quando gostamos, gostamos, é que gostamos mesmo. Vistes então na prática e de imediato já parte da vossa homilia: Menos palavras e mais atitudes vindas do coração…[4] sim, palavras para quê? Senti-me como a mulher que há doze anos sofria de fluxo de sangue, atordoada receosa como se algo saísse para mim… fiquei a pensar o que seria… O que vistes e ouvistes não te deixou confuso pelo contrário, sabeis que, a quem semeia, basta-lhe colher… é tão simples como as estações do ano… E é que aqui, quem semeia é mesmo quem colhe, mas estou desconfiada que em segredo vos dissestes, Aquele que semeia, é O que colhe, e neste aspecto estou crente que por Ele colheis ainda mais do que semeais, não porque não estejais a ver o fruto do vosso esforço e do vosso amor, mas porque Deus vos dá uma medida redobrada, porque não somos nós que te pagamos, mas Ele… e assim sendo eu também posso ser a mulher curada, porque Quem semeou foi O mesmo que curou…
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