Há quem diga que somos como
pequenos deuses…. Pergunto-me se são os nossos actos e a nossa fidelidade que,
aproximando-nos de Deus, nos imprimem características da Sua divindade
tornando-nos nesses pequenos deuses.
A expressão contudo deixa-me apreensiva, sabendo que estes deuses podem sucumbir à tentação de pensar poder existir de forma
autónoma a Deus.
De que as suas características lhes são inerentes e permanecem ainda que Deus não permaneça. E nisto acreditam os pagãos, como já percebemos (Post “As escolhas fazem-se quando há várias opções”), de que somos pequenos deuses sem Deus e de alguns católicos de que está nas nossas mãos sê-lo… Mas, pergunto-me se perante as quedas esses pequenos deuses são reduzidos à simples e rudimentar condição humana? Se perdem as propriedades inerentes a Deus? É que se não são os seus actos como creio, que os tornam pequenos deuses, também não são as suas quedas que os destituem dos seus poderes. Poderei então dizer talvez que a magnificência de Deus está aí: os nossos bons actos por melhores que sejam não se correlacionam directamente com as características que Deus nos imprime e d’Ele se manifestam em nós, mas as nossas quedas também não nos destituem dessas mesmas características numa relação de causa-efeito, nem se manifestam na proporção do beneficio ou recompensa das nossas acções. Isso é certo, muito santos não sentiram Deus de formas extraordinárias. Se as nossas quedas nos entristecem, se não vemos a esperança no horizonte, isso é nosso. Se analisamos o percurso dos nossos passos e tudo nos parecer impossível, isso é nosso. Bem sabemos que nada é impossível a este Deus de Amor, e que Ele veio para nós os Pecadores. Se nos abatemos pensando que a queda nos separa d’Ele, enganamo-nos: nem a nossa aparente virtude obrigatoriamente faz Deus manifestar-se, nem a queda nos destitui Deus, porque embora Ele deseje que participemos da Salvação, a Misericórdia é maior, e elA manifesta-Se independente dos nossos méritos, das nossas culpas e quedas, e da nossa natureza. Por vezes confunde-nos este Amor que tendes pelos Maiores Pecadores… e que aos que chegam por último muitas vezes dás tanto como aos que chegaram em primeiro[1], esse é também o Amor que tendes pelos Pecadores… Não existem pequenos deuses, apenas grandes Pecadores, estes Homens animados pelo Espírito Divino. O que existe És Tu...todos os deuses estão mortos sem Vós, mas todos os pecadores são eternos conVosco; e este é o Vosso Amor, ou não Vos seria permitido dispordes dos Vossos bens como entendeis?[2]E o Vosso bem é o Amor, e o Amor é o Bem…
De que as suas características lhes são inerentes e permanecem ainda que Deus não permaneça. E nisto acreditam os pagãos, como já percebemos (Post “As escolhas fazem-se quando há várias opções”), de que somos pequenos deuses sem Deus e de alguns católicos de que está nas nossas mãos sê-lo… Mas, pergunto-me se perante as quedas esses pequenos deuses são reduzidos à simples e rudimentar condição humana? Se perdem as propriedades inerentes a Deus? É que se não são os seus actos como creio, que os tornam pequenos deuses, também não são as suas quedas que os destituem dos seus poderes. Poderei então dizer talvez que a magnificência de Deus está aí: os nossos bons actos por melhores que sejam não se correlacionam directamente com as características que Deus nos imprime e d’Ele se manifestam em nós, mas as nossas quedas também não nos destituem dessas mesmas características numa relação de causa-efeito, nem se manifestam na proporção do beneficio ou recompensa das nossas acções. Isso é certo, muito santos não sentiram Deus de formas extraordinárias. Se as nossas quedas nos entristecem, se não vemos a esperança no horizonte, isso é nosso. Se analisamos o percurso dos nossos passos e tudo nos parecer impossível, isso é nosso. Bem sabemos que nada é impossível a este Deus de Amor, e que Ele veio para nós os Pecadores. Se nos abatemos pensando que a queda nos separa d’Ele, enganamo-nos: nem a nossa aparente virtude obrigatoriamente faz Deus manifestar-se, nem a queda nos destitui Deus, porque embora Ele deseje que participemos da Salvação, a Misericórdia é maior, e elA manifesta-Se independente dos nossos méritos, das nossas culpas e quedas, e da nossa natureza. Por vezes confunde-nos este Amor que tendes pelos Maiores Pecadores… e que aos que chegam por último muitas vezes dás tanto como aos que chegaram em primeiro[1], esse é também o Amor que tendes pelos Pecadores… Não existem pequenos deuses, apenas grandes Pecadores, estes Homens animados pelo Espírito Divino. O que existe És Tu...todos os deuses estão mortos sem Vós, mas todos os pecadores são eternos conVosco; e este é o Vosso Amor, ou não Vos seria permitido dispordes dos Vossos bens como entendeis?[2]E o Vosso bem é o Amor, e o Amor é o Bem…
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