O Jorge
Hoje acordei de mal com a minha vida. Que é uma vida desgraçada, cheia de tristezas e incompreensões, de medos e contradições. Acordei a par com a dúvida que me mata. Que me acompanha a par e passo…
Acordei a desejar desistir, a dar tudo como perdido... sou humana.
_Vai. Não queres fazer sacrifícios, então?
_ Como é que sabes que quero fazer sacrifícios?
_Tu é que és a pecadora, eu não. Tens de redimir os teus pecados.
_Pior são os que não vêm o que são.
_Se todos fossem como eu o Céu estava cheio.
E eu fiquei a pensar na minha vida gasta em vão. Nos meus dias não vividos. Nas minhas opções, nos meus sacrifícios, nos meus martírios… a pensar se devemos entregar as nossas vidas pelos outros, pelos que no-la destroem, pelos que não nos reconhecem, pelos que nos desprezam… se há nisso verdade, se há nisso amor, e se há mais do que amor próprio ou falta dele. Fiquei a pensar, no logo, e no amanhã, que a minha vida se tornou num inferno sem eu saber como nem porquê. Como é que de repente se mergulha na completa escuridão… como é que a luz se apaga assim, sem querer… Fiquei a pensar nesta luta, do amor e do desamor, e de que quando podia agarrar o amor, o largo e o deixo ir em prol de quê e de quem? Ou simplesmente não o quero deixar? A outro que não me tem amor, ou me tem amor demais… De que logo, eu podia dar um outro rumo à vida, e no entanto não vou dar. Logo, ele vai dizer-me o mesmo e eu responderei o mesmo, não sabendo se por Ti se por ele, se por quem, e que não vivo a vida como podia ser vivida… e de repente, o mal parece bem e o bem parece mal… de repente ele tem razão… porque não? Sim, porque não? E é sempre não, e eu estou farta dos meus nãos e dos sins que ficaram pelo caminho, em prol de quê e de quem? Porque me fazes isto, diz encostando-se ao vidro do carro? _Porque tu me fazes isto? Olhei o ecrã do pc e vi o Jorge. Conheci o Jorge este verão na praia. Vi-o duas vezes não queria sair de ao pé de mim tinha de ser arrastado e bem arrastado, por fim pegava-o ao colo e levava-o para ao pé da dona antes de ficar sem pescoço e lá ia… Hoje olhei o Jorge e senti que o Céu era possível… só ele me consolou. Porquê? Que criatura tão boa, tão linda, tão doce… mas vou ter de perceber ainda, porque Tu me estás a fazer isto…
Hoje acordei de mal com a minha vida. Que é uma vida desgraçada, cheia de tristezas e incompreensões, de medos e contradições. Acordei a par com a dúvida que me mata. Que me acompanha a par e passo…
Acordei a desejar desistir, a dar tudo como perdido... sou humana.
_Vai. Não queres fazer sacrifícios, então?
_ Como é que sabes que quero fazer sacrifícios?
_Tu é que és a pecadora, eu não. Tens de redimir os teus pecados.
_Pior são os que não vêm o que são.
_Se todos fossem como eu o Céu estava cheio.
E eu fiquei a pensar na minha vida gasta em vão. Nos meus dias não vividos. Nas minhas opções, nos meus sacrifícios, nos meus martírios… a pensar se devemos entregar as nossas vidas pelos outros, pelos que no-la destroem, pelos que não nos reconhecem, pelos que nos desprezam… se há nisso verdade, se há nisso amor, e se há mais do que amor próprio ou falta dele. Fiquei a pensar, no logo, e no amanhã, que a minha vida se tornou num inferno sem eu saber como nem porquê. Como é que de repente se mergulha na completa escuridão… como é que a luz se apaga assim, sem querer… Fiquei a pensar nesta luta, do amor e do desamor, e de que quando podia agarrar o amor, o largo e o deixo ir em prol de quê e de quem? Ou simplesmente não o quero deixar? A outro que não me tem amor, ou me tem amor demais… De que logo, eu podia dar um outro rumo à vida, e no entanto não vou dar. Logo, ele vai dizer-me o mesmo e eu responderei o mesmo, não sabendo se por Ti se por ele, se por quem, e que não vivo a vida como podia ser vivida… e de repente, o mal parece bem e o bem parece mal… de repente ele tem razão… porque não? Sim, porque não? E é sempre não, e eu estou farta dos meus nãos e dos sins que ficaram pelo caminho, em prol de quê e de quem? Porque me fazes isto, diz encostando-se ao vidro do carro? _Porque tu me fazes isto? Olhei o ecrã do pc e vi o Jorge. Conheci o Jorge este verão na praia. Vi-o duas vezes não queria sair de ao pé de mim tinha de ser arrastado e bem arrastado, por fim pegava-o ao colo e levava-o para ao pé da dona antes de ficar sem pescoço e lá ia… Hoje olhei o Jorge e senti que o Céu era possível… só ele me consolou. Porquê? Que criatura tão boa, tão linda, tão doce… mas vou ter de perceber ainda, porque Tu me estás a fazer isto…

Sem comentários:
Enviar um comentário