Hoje li
num blogue palavras que ressoaram em mim de uma forma brutal: ” Vistas
as coisas deste prisma, então a nossa salvação está nas nossas mãos, mas a
salvação dos outros também! Por cada vez que alguém com quem nos cruzámos é
'condenado', a culpa e a responsabilidade dessa condenação também são nossas, porque
tivemos o poder de o ajudar a ver a Luz, de o ajudarmos a salvar-se a si
próprio e não o fizemos, porque não quisemos, porque achámos que não era nada
connosco, porque não tínhamos tempo para isso, porque achámos que não valia a
pena”_ dizia a autora. Já há dois dias me tinha lembrado do caso que vou
relatar. Um caso que tem mais de dez anos. E hoje volto a lembrar-me dele.
Durante as aulas era usual colocarem-me questões, e no fim da aula também
algumas pessoas ficavam para falar mais um pouco, fazer uns comentários, outras
perguntas… Creio que aquele aluno, já teria tentado dizer-me qualquer coisa
mais do que conseguira, do que eu permitira, do que eu estaria
disposta a ouvir...
Creio que eu tinha uma postura arrogante, talvez ainda a mantenha hoje, afinal. Talvez seja uma defesa inconsciente. A viva voz já me têm dito que não é nada do que parece, por isso comecei a saber o que parecia. Fiquei a saber que podemos parecer muitas coisas que nunca fomos e outras que até fomos. Foi o caso! Tenho na ideia que este aluno já me havia abordado também fora da sala. Havia algo de diferente nele, e no entanto em vez de tentar aproximar-me, tentar perceber, tentar indagar, não, procurei afasta-lo cada vez mais. Procurei não lhe dar confiança. Talvez o tenha até feito sentir-se mal com a minha pouca disponibilidade e entendimento. Dez anos volvidos eu não posso esquecer, quando a notícia se fez soar. Ele tinha parado o carro na ponte e lançara-se. Suicidou-se. E quando mais os anos passam, mais isso me dói. Quanto mais mudo, mais isso me magoa. Hoje ao ler as palavras deixadas num blogue, retomou-me a ideia que eu tive o poder de ajudar e não o fiz, nesta situação e em tantas outras. Porque não quis ter tempo. Porque fui arrogante. Porque fui vaidosa, porque fui até inconscientemente cruel. Eu não sabia. Agora aprendi a ter mais atenção aos sinais das pessoas, que são afinal os sinais de Deus. Por vezes imagino a sua mão estendida para mim, e eu não lhe dei a minha, e eu deixei-o escorregar para o abismo da morte sem ter feito o meu papel, sem pelo menos ter tentado... Por vezes parece-me que Deus mo enviou, afinal estávamos numa igreja, mas eu só me vi a mim mesma. Por vezes não suporto a ideia que eu também sou responsável pelo seu acto, mas não pela sua condenação, porque eu creio que Deus terá feito o que eu não fiz, estendeu-Lhe a mão!
Creio que eu tinha uma postura arrogante, talvez ainda a mantenha hoje, afinal. Talvez seja uma defesa inconsciente. A viva voz já me têm dito que não é nada do que parece, por isso comecei a saber o que parecia. Fiquei a saber que podemos parecer muitas coisas que nunca fomos e outras que até fomos. Foi o caso! Tenho na ideia que este aluno já me havia abordado também fora da sala. Havia algo de diferente nele, e no entanto em vez de tentar aproximar-me, tentar perceber, tentar indagar, não, procurei afasta-lo cada vez mais. Procurei não lhe dar confiança. Talvez o tenha até feito sentir-se mal com a minha pouca disponibilidade e entendimento. Dez anos volvidos eu não posso esquecer, quando a notícia se fez soar. Ele tinha parado o carro na ponte e lançara-se. Suicidou-se. E quando mais os anos passam, mais isso me dói. Quanto mais mudo, mais isso me magoa. Hoje ao ler as palavras deixadas num blogue, retomou-me a ideia que eu tive o poder de ajudar e não o fiz, nesta situação e em tantas outras. Porque não quis ter tempo. Porque fui arrogante. Porque fui vaidosa, porque fui até inconscientemente cruel. Eu não sabia. Agora aprendi a ter mais atenção aos sinais das pessoas, que são afinal os sinais de Deus. Por vezes imagino a sua mão estendida para mim, e eu não lhe dei a minha, e eu deixei-o escorregar para o abismo da morte sem ter feito o meu papel, sem pelo menos ter tentado... Por vezes parece-me que Deus mo enviou, afinal estávamos numa igreja, mas eu só me vi a mim mesma. Por vezes não suporto a ideia que eu também sou responsável pelo seu acto, mas não pela sua condenação, porque eu creio que Deus terá feito o que eu não fiz, estendeu-Lhe a mão!
Sem comentários:
Enviar um comentário