Sim, acho que tudo começou quando eu saí do caminho,
porque não o entendia… e passei a entende-lo à minha maneira, a pior maneira. Que Tu não havias de me incriminar Jesus... surgiu-me uma imagem no pensamento... sim, seria bem capaz de ser essa pessoa a quem erguerias o Cálice e eu diria: Não! Não?_pergunto-me. Digo para Ti Senhor: "Não bebo, não
bebo antes de saber se isso é para minha salvação, se para minha condenação!"...
E fico atormentada com as minhas próprias palavras. Porque pareço reservar ou preservar sempre um trunfo, uma salvaguarda na mão. Mas que trunfo? Se a abro, não passam de cinzas… Isto mostra-me bem a minha natureza, que é humana e falaciosa, e se Te amo, que me importa porque dizes: "Bebe!" Sim, eu fui capaz de Te perguntar se não me estarias a dar uma bebida envenenada! Mas não imaginas como me sinto, mais morta do que ter morrido por ti mil vezes! Mas Jesus , é verdade que desejo morrer por Ti, então o que se passa, no íntimo da minha alma e do meu coração? "Bebe!"_ como se ouvisse de novo. E eu digo, bem sabeis que não quero recusar-Vos nada, que me levais por viagens estranhas e que ainda assim eu vou. Mas então Tu mostraste-me que não era verdade, que eu afinal ainda estava na gare, que tinha na mão a bagagem e ressoou como um eco das Tuas palavras: "Bebe!". Foi então que me arrepiei. Que tomei noção da gravidade. Perdoa-me quando disse: "Então tenho de ir numa viagem desconhecida e ainda por cima ébria?". Ébria estou eu há muito, cuja lucidez não quero ver… Senhor, não tenho nada nas mãos, pois tudo o que tinha larguei! Também não tenho bagagem, porque nada me faz falta… Senhor, se soubesses como me sinto… despedaçada, com medo... Mas porquê? O que se passa verdadeiramente comigo? Agora lembro-me de Joana, Joana correu para o sacrário abriu-o e bebeu de uma só golfada o Cálice da Paixão. Eu gostaria de ter o ímpeto de Joana… E agora vejo a gare. Não são 17 horas. Ninguém me ficou a olhar, senão a minha bagagem que eu vi afastar… Podemos iniciar o primeiro tema de conversa: A bagagem… é tudo o que em mim eu vou ter de abandonar, para dar lugar às Tuas propostas…
E fico atormentada com as minhas próprias palavras. Porque pareço reservar ou preservar sempre um trunfo, uma salvaguarda na mão. Mas que trunfo? Se a abro, não passam de cinzas… Isto mostra-me bem a minha natureza, que é humana e falaciosa, e se Te amo, que me importa porque dizes: "Bebe!" Sim, eu fui capaz de Te perguntar se não me estarias a dar uma bebida envenenada! Mas não imaginas como me sinto, mais morta do que ter morrido por ti mil vezes! Mas Jesus , é verdade que desejo morrer por Ti, então o que se passa, no íntimo da minha alma e do meu coração? "Bebe!"_ como se ouvisse de novo. E eu digo, bem sabeis que não quero recusar-Vos nada, que me levais por viagens estranhas e que ainda assim eu vou. Mas então Tu mostraste-me que não era verdade, que eu afinal ainda estava na gare, que tinha na mão a bagagem e ressoou como um eco das Tuas palavras: "Bebe!". Foi então que me arrepiei. Que tomei noção da gravidade. Perdoa-me quando disse: "Então tenho de ir numa viagem desconhecida e ainda por cima ébria?". Ébria estou eu há muito, cuja lucidez não quero ver… Senhor, não tenho nada nas mãos, pois tudo o que tinha larguei! Também não tenho bagagem, porque nada me faz falta… Senhor, se soubesses como me sinto… despedaçada, com medo... Mas porquê? O que se passa verdadeiramente comigo? Agora lembro-me de Joana, Joana correu para o sacrário abriu-o e bebeu de uma só golfada o Cálice da Paixão. Eu gostaria de ter o ímpeto de Joana… E agora vejo a gare. Não são 17 horas. Ninguém me ficou a olhar, senão a minha bagagem que eu vi afastar… Podemos iniciar o primeiro tema de conversa: A bagagem… é tudo o que em mim eu vou ter de abandonar, para dar lugar às Tuas propostas…
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